A emissora estatal israelense KAN, citando fontes governamentais, informou que ataques aéreos coordenados entre os Estados Unidos e Israel neste sábado (28) tiveram como alvos o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. A informação foi corroborada pela emissora americana CNN. Outras personalidades importantes do regime, como o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi, e secretários de conselhos de defesa e segurança nacional, também teriam sido visados.
Momento de Incerteza e Reação Iraniana
Ainda não há confirmação oficial sobre se alguma dessas figuras de alto escalão foi atingida. Uma fonte próxima ao assunto revelou à agência Reuters que Khamenei não estava em Teerã e havia sido realocado para um local seguro. A mídia iraniana também noticiou que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, encontra-se em segurança. Em contrapartida, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu a ação como “preventiva”, visando “evitar ameaças”.
Contexto de Tensão e Programa Nuclear
O ataque ocorre em um cenário de intensas negociações fracassadas entre EUA e Irã sobre o programa nuclear iraniano. O presidente americano, Donald Trump, confirmou os ataques, declarando que o objetivo é proteger o povo americano e impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Em resposta, o Irã lançou ataques contra instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar, além de mísseis e drones contra Israel. O Catar informou ter interceptado mísseis em seu espaço aéreo, enquanto o Ministério das Relações Exteriores iraniano confirmou a retaliação, prometendo uma resposta decisiva contra os agressores.
Histórico de Conflitos e Acordo Nuclear Fraturado
A escalada de tensão se intensificou após o colapso do acordo nuclear de 2015, o Plano de Ação Conjunto Global. Desde a saída unilateral dos EUA do pacto durante o primeiro mandato de Trump, o Irã tem aumentado seu enriquecimento de urânio e diminuído a cooperação com inspetores internacionais. Relatórios indicam que o país estocou urânio altamente enriquecido em uma área subterrânea do complexo nuclear de Isfahan. Paralelamente, os EUA reforçaram sua presença militar na região, mobilizando uma força significativa no Oriente Médio, a maior desde a invasão do Iraque em 2003.

