Pagamento iminente e pressão por mudanças
Os Estados Unidos começarão a pagar, em poucas semanas, os bilhões de dólares devidos às Nações Unidas. A informação foi divulgada pelo embaixador americano na ONU, Mike Waltz, que, no entanto, ressaltou que o país continuará a exigir reformas internas no organismo. A ONU enfrenta uma crise orçamentária crônica, agravada pelo atraso ou não pagamento integral das contribuições obrigatórias por parte de alguns Estados-membros.
Alerta de paralisação e montante devido
Em janeiro, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, alertou sobre o risco de paralisação das atividades da organização caso as pendências financeiras não fossem resolvidas. Segundo informações não oficiais, os Estados Unidos devem mais de 2 bilhões de dólares para o orçamento ordinário da ONU e um valor similar para as operações de manutenção da paz. Waltz confirmou a intenção de pagamento, mas não especificou o valor exato a ser desembolsado.
Exigência de eficiência e histórico recente
Apesar do compromisso de pagamento, o embaixador americano enfatizou que a demanda por maior eficiência e cortes de gastos dentro da ONU se mantém. “Continuaremos pedindo a esses organismos que façam pelo menos a mesma quantidade, se não mais, com menos recursos financeiros”, declarou Waltz. Desde o início do governo Trump, os EUA reduziram financiamentos, retiraram-se de algumas agências e adiaram contribuições, gerando preocupações sobre um possível enfraquecimento do multilateralismo.
Complementaridade e sede da ONU
Waltz também esclareceu que o “Conselho da Paz” criado por Trump não tem a intenção de substituir a ONU, mas sim de complementá-la. Ele também descartou a possibilidade de a ONU reavaliar sua sede em Nova York, após incidentes envolvendo vistos para líderes participarem da Assembleia Geral.

