PF deflagra segunda fase da Operação Lamaçal em Lajeado
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (data da operação) a segunda fase da Operação Lamaçal, focada em investigar o desvio de recursos públicos federais destinados à recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes de maio de 2024. Desta vez, as investigações miram o ex-prefeito de Lajeado e ex-secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Marcelo Caumo, e outros envolvidos.
Mandados de busca, apreensão e prisão expedidos pela Justiça
Durante a operação, agentes cumpriram 20 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A Justiça também determinou o sequestro de veículos e o bloqueio de ativos financeiros dos investigados. As diligências ocorreram em diversos municípios gaúchos, incluindo Lajeado, Muçum, Encantado e Porto Alegre, resultando na apreensão de veículos, eletrônicos e documentos relevantes para a investigação.
Investigações apontam irregularidades em licitações e contratos
Marcelo Caumo, que administrou Lajeado entre 2017 e 2024, já havia sido alvo da primeira fase da operação. As investigações apontam que os contratos em apuração foram firmados no último ano de sua gestão municipal. Segundo a PF, há indícios de direcionamento em três licitações da Prefeitura de Lajeado, envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico. As contratações teriam desrespeitado a proposta mais vantajosa e apresentado valores acima dos preços de mercado para serviços de assistência social.
Possíveis crimes e o impacto das enchentes no RS
Os investigados podem responder por crimes como desvio de verba pública, contratação direta ilegal, fraude em licitação, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul foram uma das maiores tragédias ambientais do país, deixando um rastro de destruição, com 185 mortos, 23 desaparecidos e impactando centenas de municípios. Em Lajeado, a tragédia resultou em mortes e desaparecimentos, evidenciando a necessidade de investigações rigorosas sobre o uso dos recursos públicos destinados à recuperação.

