Falsa Advogada é Presa Em Teresina Por Corromper Servidores E Vazamento De Processos Sigilosos Para O Comando Vermelho No Amazonas

Falsa Advogada é Presa em Teresina por Corromper Servidores e Vazamento de Processos Sigilosos para o Comando Vermelho no Amazonas

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Prisão em Teresina e o Esquema de Corrupção

Uma operação de grande escala, denominada ‘Erga Omnes’, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas, resultou na prisão de Lucila Meireles Costa, de 42 anos, em Teresina, Piauí. Lucila é acusada de atuar como falsa advogada, com o objetivo de obter informações judiciais sigilosas para o Comando Vermelho. Segundo as investigações, ela corrompia servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas para ter acesso a dados confidenciais de processos.

Operação ‘Erga Omnes’ e o Núcleo Político do CV

A operação visa desarticular um complexo esquema de tráfico de drogas ligado à facção criminosa Comando Vermelho, que contaria com um “núcleo político” com membros com acesso aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A investigação aponta que o grupo utilizava empresas de fachada para importar drogas da Colômbia e distribuí-las em Manaus. Desde 2018, estima-se que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 70 milhões.

Mandados e Prisões em Seis Estados

A operação ‘Erga Omnes’ cumpre um total de 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. As ações ocorrem em Manaus (AM) e em outras cinco capitais: Belém (PA), Ananindeua (PA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Teresina (PI) e Estreito (MA). Até o momento, 14 pessoas foram detidas, sendo oito no Amazonas. Entre os presos está Anabela Cardoso Freitas, integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus e ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida. Servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas e ex-assessores parlamentares também estão entre os detidos.

Indícios de Obtenção Indevida de Informações e Lavagem de Dinheiro

As investigações revelaram indícios de tentativas de obtenção indevida de informações sigilosas sobre procedimentos criminais, com o intuito de antecipar ações policiais e judiciais. Relatórios de inteligência financeira apontaram incompatibilidade entre o volume financeiro movimentado pelos envolvidos e suas capacidades econômicas declaradas. A operação investiga crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e violação de sigilo funcional, com mapeamento das conexões interestaduas através da extração de dados de celulares. A Polícia Civil solicitou a quebra de sigilo bancário e fiscal, além do bloqueio e sequestro de bens e valores dos suspeitos.

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