Prisão de Andrew Mountbatten-Windsor
A família de Virginia Giuffre reagiu com declarações fortes à prisão do Príncipe Andrew, ocorrida nesta quinta-feira. Segundo eles, a detenção confirma que “ninguém está acima da lei, nem mesmo a realeza”. A prisão foi efetuada pela Polícia do Vale do Tãmisa, sob suspeita de má conduta em cargo público. Autoridades informaram que a decisão seguiu uma “avaliação minuciosa” dos fatos e provas coletadas. O Palácio de Buckingham comunicou que o Rei Charles III recebeu a notícia “com preocupação”, mas reiterou que “a lei deve seguir seu curso”.
Gratidão e Homenagem à Irmã
Em nota enviada ao jornal The Guardian, os irmãos de Virginia Giuffre, que faleceu em abril de 2025, expressaram gratidão à polícia britânica. “Em nome de nossa irmã, expressamos nossa gratidão pela investigação e pela prisão de Andrew Mountbatten-Windsor”, afirmaram. A declaração prosseguiu com uma mensagem contundente: “Ele nunca foi um príncipe. A todos os sobreviventes, Virginia fez isso por vocês.” A morte de Giuffre foi atribuída por sua família aos danos psicológicos decorrentes de anos de abuso e exploração, tornando a prisão de Andrew um marco histórico em sua batalha iniciada há mais de uma década.
O Escândalo Epstein e as Acusações
Virginia Giuffre foi a primeira a acusar publicamente o Príncipe Andrew de abuso sexual no contexto do escândalo envolvendo Jeffrey Epstein. Em sua denúncia, apresentada no final de 2014, ela alegou ter sido vítima de tráfico sexual por Epstein e ter sido abusada pelo então príncipe em 2001, quando tinha 17 anos. Andrew sempre negou veementemente as acusações. O caso ganhou repercussão internacional e, posteriormente, resultou em um acordo extrajudicial entre Andrew e Giuffre, sem admissão de culpa por parte do ex-príncipe. Essa repercussão levou ao seu afastamento das funções oficiais da monarquia britânica.
Novas Acusações e Investigação em Andamento
Recentemente, uma segunda mulher, que optou por permanecer anônima, também apresentou acusações contra o Príncipe Andrew. De acordo com o advogado Brad Edwards, em entrevista à BBC, essa mulher teria sido enviada ao Reino Unido em 2010 para um encontro sexual com o ex-príncipe. A investigação em curso busca agora esclarecer a extensão das responsabilidades de Andrew diante das múltiplas denúncias e do histórico de acusações.

