A Defesa Civil da Faixa de Gaza informou que 12 pessoas foram mortas por ataques israelenses desde o amanhecer deste domingo, em meio à continuidade da violência no território palestino. Apesar de uma trégua mediada pelos Estados Unidos, que entrou em sua segunda fase no mês passado, Israel e o grupo Hamas seguem trocando acusações de violação do acordo.
Ataques em Jabalia e Khan Younis deixam mortos e feridos
Segundo a agência de resgate, um ataque atingiu uma tenda que abrigava pessoas deslocadas em Jabalia, no norte de Gaza, resultando em cinco mortos e vários feridos. Outro ataque teve como alvo uma área em Khan Younis, no sul, onde o Hospital Nasser confirmou ter recebido os corpos de pelo menos cinco homens jovens. Bombardeios na Cidade de Gaza e disparos israelenses em Beit Lahia também causaram mortes.
Hamas e Israel trocam acusações sobre violação do cessar-fogo
Os ataques ocorrem em um contexto de tensões, com o Hamas acusando Israel de violar o cessar-fogo. O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, declarou que o ataque a pessoas deslocadas em suas tendas é uma grave violação do acordo. O Exército israelense, por sua vez, afirmou que conduzia operações no norte de Gaza em resposta a violações do cessar-fogo, identificando militantes armados cruzando a chamada Linha Amarela.
MSF suspende atividades no Hospital Nasser, gerando críticas
Em meio ao conflito, o Hospital Nasser condenou a decisão da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) de suspender a maioria de suas operações na unidade. A MSF citou falhas de segurança, incluindo relatos de homens armados no complexo, como motivo para a interrupção. O Hospital Nasser negou as alegações, afirmando que a presença de uma polícia civil é para proteger pacientes e funcionários e que as acusações são falsas e irresponsáveis.
Histórico de conflitos e acusações mútuas em zonas civis
O acordo de cessar-fogo, mediado pelos EUA em outubro, buscou interromper uma guerra de mais de dois anos. No entanto, a trégua tem sido marcada por disparos israelenses quase diários. Israel tem frequentemente acusado o Hamas de operar dentro ou nas proximidades de hospitais, enquanto agentes de segurança do Hamas também foram vistos em unidades médicas. Relatos de reféns libertados indicam que alguns passaram parte do cativeiro em hospitais, incluindo o Nasser.

