Retomada das Negociações em Bogotá
O governo da Colômbia anunciou a retomada das negociações de paz com o Clã do Golfo, grupo criminoso que havia suspendido os diálogos há duas semanas. A decisão de interromper as conversas foi uma resposta a acordos firmados entre o presidente colombiano, Gustavo Petro, e o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 3 de fevereiro. O acordo visava a cooperação conjunta para localizar e deter “Chiquito Malo”, um dos principais comandantes do cartel.
O Acordo com os EUA e a Reação do Clã do Golfo
A suspensão das negociações, que ocorriam desde setembro no Catar, foi motivada pela percepção do Clã do Golfo de que os acordos entre Petro e Trump representavam um “atentado” à sua “boa-fê”. Na ocasião, o cartel acusou o presidente Petro de priorizar seus interesses pessoais em detrimento da paz nos territórios afetados pela violência. A colaboração com os EUA incluiu a entrega de uma lista de narcotraficantes proeminentes, como “Chiquito Malo”, Iván Mordisco (líder de uma dissidência das Farc) e Pablito (líder do ELN na fronteira com a Venezuela), buscando apoio de inteligência para suas capturas.
Avanço do Processo de Paz
Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, o escritório de paz do governo informou que os negociadores se reuniram em Bogotá no dia 9 de fevereiro e declararam a suspensão das negociações como “superada”. O órgão afirmou que o processo de paz “continua avançando”, indicando um passo importante para a desmobilização do grupo. Até o momento, o governo e o Clã do Golfo haviam alcançado alguns acordos parciais, focados na redução da intensidade do conflito em áreas críticas do noroeste do país.
Contexto da Luta Contra o Narcotráfico
A decisão de unir esforços para combater o narcotráfico na Colômbia, o maior produtor mundial de cocaína, surge após períodos de tensões entre Petro e Trump nas redes sociais. A colaboração bilateral busca fortalecer as estratégias de enfrentamento ao crime organizado, um dos principais desafios de segurança para a Colômbia e para a região. A retomada das negociações com o Clã do Golfo é vista como um movimento estratégico para avançar na agenda de paz e estabilidade no país.

