Cantora compartilha experiência negativa com caneta emagrecedora
Aos 30 anos, a cantora Lexa usou suas redes sociais para compartilhar uma experiência adversa com o Mounjaro, medicamento injetável popularmente conhecido como caneta emagrecedora. Em um comentário no Instagram, a artista relatou que, após tomar o medicamento apenas uma vez, sofreu com uma queda significativa de cabelo na região frontal da cabeça.
“Fiz tratamento pra voltar os priminhos da frente”, escreveu Lexa, demonstrando o incômodo causado pelo efeito colateral. Ela completou seu relato com um alerta: “Mounjaro é ‘mara’, mas não é para todo mundo. Nunca mais tomei”. A declaração surge em meio a discussões sobre os benefícios e malefícios do medicamento, que tem ganhado notoriedade.
Outros efeitos colaterais e alertas da Anvisa
A experiência de Lexa não é isolada. Outros comentários em publicações sobre o Mounjaro mencionam efeitos colaterais como a diminuição da eficácia de contraceptivos e náuseas. No entanto, muitos usuários também relatam melhorias na autoestima devido à perda de peso.
Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta reforçando os riscos associados ao uso de canetas emagrecedoras, incluindo o Mounjaro. Estes medicamentos, que pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1 (como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida), exigem monitoramento profissional devido ao risco de eventos adversos graves.
Pancreatite e outros riscos associados ao uso
Um dos riscos mais sérios apontados pela Anvisa é a pancreatite aguda, que pode evoluir para quadros graves e até fatais. A agência registrou seis mortes possivelmente relacionadas ao uso dessas canetas no Brasil entre 2020 e 2025. Além disso, efeitos colaterais comuns incluem náuseas, diarreia, vômitos e constipação, relatados por uma parcela significativa dos usuários.
Uso seguro e acompanhamento médico são essenciais
Diante do exposto, a Anvisa enfatiza que as canetas emagrecedoras devem ser utilizadas estritamente de acordo com as indicações aprovadas. O uso deve ser sempre acompanhado por prescrição e monitoramento médico para garantir a segurança do paciente e minimizar os riscos de efeitos adversos.

