A recente onda de ataques entre os Estados Unidos, Israel e o Irã elevou drasticamente a tensão no Oriente Médio, provocando reações de líderes e autoridades em todo o mundo. Explosões foram registradas em Teerã, com a fumaça visível sobre áreas sensíveis, incluindo a proximidade da residência do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel, acionando sirenes de alerta e levando à orientação de civis para buscarem abrigo.
União Europeia e Suíça Alertam para Perigo e Pedem Máxima Contenção
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, classificou os eventos como “perigosos” e enfatizou a importância da proteção de civis e do direito internacional humanitário. O Ministério das Relações Exteriores da Suíça expressou profundo alarme, apelando a todas as partes para que exerçam “máxima contenção” e protejam a população civil e a infraestrutura.
Ásia e Eslovênia Preocupadas com Risco de Catástrofe Regional
Na Ásia, o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, alertou que a ofensiva coloca o Oriente Médio “à beira da catástrofe” e defendeu uma saída diplomática para evitar uma escalada maior. A presidente da Eslovênia, Nataša Pirc Musar, também manifestou preocupação com a “grave escalada das tensões” e seu potencial impacto na estabilidade regional.
Austrália Apoia Ações dos EUA Contra Armas Nucleares; Ucrânia Culpa o Irã
Em um tom distinto, o governo da Austrália, através do primeiro-ministro Anthony Albanese, declarou apoio às ações dos Estados Unidos para impedir o Irã de obter armas nucleares, ao mesmo tempo em que expressou solidariedade ao povo iraniano em sua luta contra a opressão. Por outro lado, a Ucrânia responsabilizou o governo iraniano pelo agravamento da situação, citando oportunidades perdidas para evitar o cenário atual e mencionando a repressão a protestos e violações de direitos humanos no país.
Arábia Saudita Condena Ataques; Irã Afirma Direito de Resposta
A Arábia Saudita condenou os ataques iranianos contra países vizinhos, classificando-os como uma “flagrante violação de soberania”. O Ministério das Relações Exteriores do Irã, por sua vez, afirmou que os bombardeios de Israel e dos EUA atingiram infraestrutura defensiva e áreas não militares, caracterizando a ação como uma violação do direito internacional e declarando que o país se reserva o direito de responder. As forças armadas iranianas declararam-se “totalmente preparadas para defender o país” e prometeram que os “agressores se arrependam de seus atos”.
Em meio à crescente instabilidade, embaixadas da Índia em Israel e no Irã orientaram seus cidadãos a evitarem deslocamentos desnecessários. Israel nomeou a ofensiva militar contra o Irã como “Leão Rugindo”. A situação intensifica temores de que o conflito se expanda para outras nações do Oriente Médio.

