Toffoli em foco após menções em celular de dono do Banco Master
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou a aliados sua avaliação de que as recentes revelações da Polícia Federal (PF) sobre o caso Master estão tornando a permanência do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na relatoria do caso insustentável. Segundo relatos, Lula teria afirmado que nem ministros do STF nem seus filhos estão imunes a investigações, ecoando um comentário feito em dezembro sobre o próprio filho, Lulinha, em relação a uma suspeita de parceria comercial.
PF apresenta relatório com menções a Toffoli
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório contendo menções a Dias Toffoli em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O conteúdo detalhado do material está sob sigilo. A situação gerou uma reunião de ministros do STF na Corte para debater o assunto. Toffoli, por sua vez, já comunicou a Fachin que não vê motivos para se afastar da relatoria.
Ministro admite sociedade em empresa que vendeu participação a fundo ligado ao Banco Master
Em nota divulgada, Dias Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt, que vendeu uma participação no resort Tayayá, no interior do Paraná, para um fundo pertencente ao cunhado de Daniel Vorcaro. O ministro afirmou ter declarado os valores recebidos à Receita Federal e negou ter recebido qualquer quantia diretamente de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel. A empresa Maridt integrou a administração do resort até fevereiro de 2025.
STF debate o caso e Toffoli nega necessidade de afastamento
O presidente do STF, Edson Fachin, encaminhou o relatório da PF a Dias Toffoli para que ele avalie a necessidade de se declarar impedido. Em sua resposta, Toffoli negou a suspeição e reiterou sua posição de quarta-feira, tratando o relatório da PF como baseado em “ilações”. Ele ressaltou que sua empresa, Maridt, só deixou o grupo Tayayá após a venda de sua participação e que as operações foram realizadas a valor de mercado. O caso também foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e os demais ministros do STF foram informados sobre a resposta de Toffoli. Fachin indicou que haverá um “diálogo” entre os ministros para discutir o tema, possivelmente com a elaboração de uma nota conjunta.

