Mangueira Abre o Desfile com Ritual Ancestral
A Estação Primeira de Mangueira deu início à sua apresentação na Marquês de Sapucaí com uma comissão de frente impactante. Representando as forças ancestrais em um ritual de saudação à natureza, a escola utilizou fantasias de onças que brilhavam no escuro, criando um efeito visual memorável. A figura do xamã Babalaô, manifestado como Mestre Sacaca, o “Doutor da Floresta”, foi evocada, marcando o tom de ancestralidade do enredo.
Ciência Popular e Espiritualidade na Avenida
O enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra” homenageou o centenário de Mestre Sacaca, líder amapaense reverenciado por seus conhecimentos em saberes afro-indígenas e no uso de ervas medicinais. A Mangueira buscou unir a ciência popular à espiritualidade, contando a história desse importante líder em um desfile vibrante. O samba-enredo permitiu à bateria explorar diversas paradinhas, mantendo a energia da escola e empolgando o público.
Incidente no Final do Desfile
Apesar da força da apresentação, o encerramento do desfile foi marcado por um momento de tensão. O último carro alegórico da Mangueira colidiu com a base do monumento da dispersão na Praça da Apoteose. O incidente imobilizou a alegoria e gerou preocupação com o fluxo das próximas escolas. Componentes da agremiação precisaram intervir manualmente para desmontar partes da estrutura e liberar a passagem.
Conclusão Dentro do Prazo Regulamentar
Mesmo com o contratempo na dispersão, a Estação Primeira de Mangueira conseguiu concluir seu desfile dentro do tempo regulamentar. A escola encerrou a primeira noite de desfiles do Grupo Especial, deixando sua marca na Sapucaí com uma celebração da cultura, da ciência popular e da rica herança da Amazônia Negra.

