MPTCU solicita apuração imediata de participação de autoridades federais em eventos privados
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou nesta quinta-feira (19) que o TCU inicie uma investigação para apurar a presença de autoridades federais em festas realizadas na casa de veraneio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em Trancoso, na Bahia. O objetivo é identificar quais agentes públicos estiveram nos eventos e se houve qualquer tipo de apoio ou financiamento de órgãos ou entidades federais na organização das celebrações.
Controle rígido de acesso e câmeras internas levantam suspeitas
Segundo o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, a representação se baseia em notícias veiculadas pela imprensa que indicam um controle de acesso rigoroso nas festas, com proibição de celulares e instalação de detectores de metais. Paralelamente, o ex-banqueiro mantinha um sistema interno de câmeras que registrava imagens de todos os cômodos da residência, sob a justificativa de segurança pessoal. Essas imagens estariam sob custódia do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, com supervisão do STF.
Possível envolvimento de altas figuras do Judiciário e Executivo
O MPTCU destaca que há indícios de que as imagens captadas nas festas podem envolver figuras de alta relevância do Poder Judiciário e de outras esferas do poder público, descritas como “pica das galáxias” por um executivo de uma empresa ligada a Vorcaro. Essa situação gera preocupação sobre possíveis irregularidades e impactos na administração pública, podendo afetar a credibilidade das instituições caso não haja os devidos esclarecimentos.
Medida cautelar para garantir a coleta de provas
Para garantir a integridade das investigações e evitar a perda de provas, o MPTCU pediu ao TCU a adoção de uma medida cautelar para que as apurações comecem imediatamente. Isso incluiria a coleta de documentos, informações e depoimentos. O órgão ressalta a importância de identificar as autoridades públicas federais envolvidas, incluindo procuradores, magistrados e outros agentes públicos, e de verificar qualquer tipo de financiamento ou promoção dos eventos por parte de órgãos ou entidades federais.

