Netanyahu e Trump discutem programa nuclear iraniano
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que se encontrará com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima quarta-feira, 11, para discutir o programa nuclear do Irã. A informação foi divulgada pelo gabinete de Netanyahu e noticiada pela agência Reuters. Este será o sétimo encontro entre os líderes desde o ano passado, evidenciando a importância estratégica da relação bilateral e a preocupação com a influência iraniana na região.
Negociações nucleares entre Irã e EUA marcam tensão na região
A reunião entre Netanyahu e Trump acontece poucos dias após negociações nucleares indiretas entre o Irã e os Estados Unidos, realizadas em Mascate, capital de Omã, na última sexta-feira, 6. Durante as conversas, o Irã reiterou seu direito de prosseguir com o programa de enriquecimento de urânio, buscando excluí-lo das negociações. O país do Oriente Médio possui um dos maiores arsenais da região e enfrenta suspeitas de países ocidentais de que seu programa nuclear teria finalidades bélicas.
Israel exige limitações a mísseis balísticos iranianos
O gabinete de Netanyahu enfatizou, em nota oficial, que o primeiro-ministro acredita que qualquer negociação com o Irã deve abranger limitações aos seus mísseis balísticos e a interrupção do apoio ao que Israel chama de “eixo iraniano”. Essa posição demonstra a preocupação israelense com a expansão militar e a influência regional do Irã, que se estende para além do programa nuclear.
Diálogo diplomático EUA-Irã busca avanços, mas sem datas definidas
As negociações nucleares de sexta-feira representaram o primeiro contato diplomático entre Teerã e Washington desde o conflito aéreo de junho do ano passado, quando os EUA se aliaram a Israel contra o Irã. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, descreveu as conversas como um “bom começo” e expressou a intenção de continuidade, embora a imprensa local não tenha especificado datas para futuras reuniões. Enquanto Araghchi defende que o programa nuclear iraniano tem fins energéticos, EUA, Israel e países europeus mantêm a acusação de que o país busca desenvolver uma bomba atômica. A questão nuclear e as tensões geopolíticas na região também impactam o mercado global de petróleo.

