Pressão no Congresso
Membros da oposição se reuniram com o presidente da Câmara, Arthur Lira, para solicitar a pauta de um projeto de lei que visa tornar públicos dados atualmente sob sigilo. A iniciativa busca criar um ponto de pressão contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nos meses que antecedem o período eleitoral.
Contraponto à pauta do governo
O projeto em questão, de autoria de diversos parlamentares, surge como uma resposta à proposta prioritária do governo que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Horas antes da articulação da oposição, Lira havia encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara a PEC que reduz a jornada de trabalho, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP).
Sigilos sob os holofotes
Entre os dados mencionados na reunião como alvos do projeto de lei estão informações sobre as viagens da primeira-dama, Janja da Silva, que estão sob sigilo por cem anos. Outro ponto de interesse são documentos referentes a balanços e transações do Banco Master, cujos dados foram sigilados por determinação do STF. Relatórios sobre visitas a gabinetes e ministérios também foram citados.
Histórico de sigilos e críticas
Desde 2023, o governo Lula tem imposto sigilos de cem anos a diversas informações, incluindo agendas da primeira-dama e detalhes sobre militares envolvidos no combate à invasão dos Três Poderes em 8 de janeiro. Durante a CPMI do INSS, a oposição já havia criticado sigilos sobre visitas de senadores governistas a um operador financeiro. A atuação de ministros do STF também tem sido alvo de contestações, especialmente após o ministro Dias Toffoli ter sigilado dados fiscais do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

