Intervenção do BC foi Justificada
O pedido de recuperação judicial da Fictor, apresentado à Justiça de São Paulo, joga por terra a tentativa de argumentar que o Banco Master estaria perto de uma solução de mercado quando foi liquidado pelo Banco Central. A negociação entre o banco de Daniel Vorcaro e o conglomerado Master havia sido anunciada apenas um dia antes da intervenção, em 17 de agosto.
Fictor Incapaz de Sustentar a Aquisição
Com dívidas estimadas em R$ 4 bilhões, a Fictor demonstrou ser incapaz de honrar seus compromissos, o que torna inviável a aquisição do Banco Master. Essa situação reforça a correção da ação do Banco Central ao intervir, desmascarando a tese de que a autoridade monetária teria atrapalhado um negócio viável. Pelo contrário, o BC agiu para evitar que um banco operasse sem lastro, conforme indicam as investigações.
Fictor Fora do Radar de Supervisão do BC
É relevante notar que a Fictor, apesar de atuante no mercado financeiro como subcredenciada em arranjos de cartões de crédito, é uma instituição de pequeno porte e não está sob supervisão direta do Banco Central. Sua fragilidade financeira ficou evidente com o pedido de recuperação judicial.
Investidor Árabe Fantasma e Futuro Incerto
Daniel Vorcaro, preso ao tentar embarcar para os Emirados Árabes para fechar a venda do Master, agora vê seu plano ruir. A proposta de um grupo árabe como investidor mostrou-se irreal, uma vez que o suposto comprador nunca apareceu e a própria Fictor luta para manter seus negócios. Sem conseguir equacionar suas dívidas, a Fictor pode seguir para a falência. O caso do Banco Master, que apresentou uma solução de compra por um grupo endividado e sem lastro, continua a revelar complexidades e pode ter novos desdobramentos.

