Pesquisa Revela Sentimentos Divergentes sobre Futuro Político
Uma pesquisa recente divulgada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg aponta que o receio em relação a uma possível reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é maior entre os eleitores brasileiros do que o temor em torno da eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O levantamento, realizado entre os dias 19 e 24 de fevereiro com 4.986 entrevistados, indica que 47,5% dos participantes expressaram medo da reeleição de Lula, enquanto 44,9% manifestaram preocupação com a possibilidade de Flávio Bolsonaro ser eleito. Um percentual de 7,1% dos entrevistados sente-se igualmente apreensivo com ambos os cenários, e 0,5% não soube responder.
Confiança em Áreas Críticas: Empates e Vantagens Disputadas
Ao serem questionados sobre quem inspira mais confiança para administrar setores essenciais do governo, Lula e Flávio Bolsonaro apresentaram resultados equilibrados. Em áreas como educação, combate à pobreza e desigualdade social, saúde, economia e controle da inflação, os dois políticos registraram empates técnicos, com percentuais semelhantes de aprovação. Na educação, por exemplo, ambos obtiveram 47% de confiança, assim como na área da saúde. Na economia e inflação, o índice foi de 46% para cada.
Lula Lidera em Emprego e Meio Ambiente; Flávio Bolsonaro em Segurança e Infraestrutura
Apesar dos empates em diversas áreas, o presidente Lula aparece à frente em temas como geração de empregos (49% contra 45% de Flávio Bolsonaro), promoção da democracia (49% contra 45%), proteção ao meio ambiente (47% contra 44%) e política externa (47% contra 44%). Por outro lado, Flávio Bolsonaro demonstra maior confiança em áreas como combate à criminalidade e ao tráfico de drogas (49% contra 47% de Lula), infraestrutura (48% contra 46%), equilíbrio fiscal e controle de gastos (47% contra 45%) e, notavelmente, no combate à corrupção (46% contra 45%).
Metodologia e Registro da Pesquisa
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi conduzida por meio de recrutamento digital, ouvindo 4.986 eleitores. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi financiado com recursos próprios do instituto e está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07600/2026, garantindo sua validade e transparência.

