Suprimento Rápido
Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina testemunharam um rápido esgotamento do estoque de preservativos distribuídos gratuitamente na Vila Olímpica. O Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou neste sábado (data de publicação da notícia) que as 10 mil unidades disponibilizadas para os cerca de 2.800 atletas já acabaram. Essa iniciativa faz parte de uma política olímpica de longa data, focada na promoção da saúde e na prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) entre os competidores.
Tradição Olímpica em Ação
Mark Adams, porta-voz do COI, comentou com bom humor sobre a rápida dissipação do material durante uma coletiva de imprensa diária: “São 10.000 para 2.800 atletas. Imaginem!”. A distribuição de preservativos em vilas olímpicas é uma prática estabelecida, visando garantir o bem-estar dos atletas durante o período dos jogos.
Experiência de Pequim se Repete
A esquiadora alpina malgaxe Mialitiana Clerc, 24 anos, não se mostrou surpresa com o feito. Ela relatou que uma situação semelhante ocorreu nos Jogos de Inverno de Pequim, há quatro anos. “Não me surpreende tanto porque sei que nos Jogos Olímpicos de Inverno há muita gente que usa preservativos porque já vi isso em Pequim”, declarou Clerc, que participa dos jogos com o auxílio de uma bolsa do COI. Ela descreveu como as caixas de preservativos, posicionadas nas entradas dos edifícios de hospedagem, ficavam vazias diariamente.
Consumo e Presentes
Apesar do consumo evidente, Clerc ponderou que o desaparecimento dos preservativos não implica necessariamente que todas as unidades foram utilizadas pelos atletas para fins sexuais. “Muita gente os dá a amigos de fora dos Jogos como presente”, observou a esquiadora, sugerindo que parte do material pode ter sido levado como lembrancinha ou presente.

