Presos Políticos Na Venezuela Iniciam Greve De Fome Em Protesto Contra Lei De Anistia Excludente

Presos Políticos na Venezuela Iniciam Greve de Fome em Protesto Contra Lei de Anistia Excludente

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Greve de Fome em Massa na Venezuela

Mais de 200 presos políticos na Venezuela iniciaram uma greve de fome na noite de sexta-feira para exigir sua liberdade. A mobilização, que começou na prisão de Rodeo I, nos arredores de Caracas, foi informada por familiares à agência AFP neste domingo. Entre os detentos em protesto está o argentino Nahuel Agustin Gallo, acusado por Caracas de “terrorismo”.

Lei de Anistia Gera Controvérsia

A paralisação em massa ocorre em resposta à recém-aprovada lei de anistia no país, que, segundo familiares dos detidos, exclui uma grande parte dos presos políticos, especialmente aqueles cujos casos envolvem militares acusados de terrorismo. Shakira Ibarreto, filha de um policial detido em 2024, declarou à AFP que a decisão de entrar em greve de fome foi tomada após a constatação de que a maioria não seria beneficiada pela lei.

Promessa de Libertações e Críticas da Oposição

A lei de anistia foi promovida pela presidente interina Delcy Rodríguez e aprovada pelo parlamento na última quinta-feira. Jorge Rodríguez, irmão de Delcy e presidente da Assembleia Nacional, afirmou que pelo menos 1.557 presos políticos solicitaram anistia e que “centenas” já foram liberados, com a expectativa de que a medida alcance 11 mil detentos. No entanto, vozes da oposição, como o político Juan Pablo Guanipa, criticaram a lei por suas exclusões.

Exclusões e Acusações de Silenciamento

Grupos de oposição e de direitos humanos afirmam que o governo de Nicolás Maduro tem utilizado a detenção de presos políticos para silenciar críticos por anos. A nova lei também tem sido alvo de críticas por excluir aqueles que pediram intervenção estrangeira armada na Venezuela. Analistas apontam que partes da lei parecem ter “nome e sobrenome”, possivelmente visando figuras como a líder opositora María Corina Machado, que ganhou o Nobel da Paz em 2025. A exclusão de militares envolvidos em rebeliões contra o governo também é considerada controversa.

Contexto da Captura de Maduro

A pressão por libertações de presos políticos aumentou desde que forças americanas capturaram Nicolás Maduro em uma operação militar em 3 de janeiro. Maduro, que aguarda julgamento nos Estados Unidos, nega as acusações e se declara um “prisioneiro de guerra”. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a prisão de El Helicoide, em Caracas, seria fechada após a captura de Maduro.

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