O palco está montado para o Super Bowl LX, a grande final da NFL que promete parar o mundo neste domingo (8), a partir das 20h30. No icônico Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, o New England Patriots e o Seattle Seahawks se enfrentarão em um embate que transcende o esporte, recheado de histórias de superação e performances musicais de tirar o fôlego.
Patriots e Seahawks: Um Duelo de Reviravoltas
A final deste ano coloca frente a frente duas equipes com trajetórias de redenção notáveis. O New England Patriots, que retorna à disputa do título após sete anos – período em que conquistou seu sexto anel de campeão ao bater o Los Angeles Rams –, chega impulsionado por uma virada espetacular. Depois de uma temporada passada desastrosa, com apenas 4 vitórias e 13 derrotas, o time liderado pelo quarterback Drake Maye reergueu-se. Com 14 vitórias e apenas três derrotas na temporada regular, os Patriots se consolidaram como o segundo melhor time da Conferência Leste. Maye, com apenas oito interceptações e 31 touchdowns, demonstrou maturidade e um braço potente, sendo um fator decisivo. A chegada de agentes livres como o recebedor Stefon Diggs e o linebacker Harold Landry III teve um impacto imediato, impulsionando a equipe que, se vencer, alcançará o sétimo título, isolando-se como a franquia mais vitoriosa da história da liga, e tornará Maye o QB mais jovem a conquistar o feito.
Do outro lado, o Seattle Seahawks também protagoniza uma reviravolta digna de cinema. O time não alcança a final desde 2015, quando foi derrotado justamente pelos Patriots em um jogo dramático, decidido por uma interceptação nos segundos finais. O quarterback Sam Darnold é o símbolo dessa ressurreição. Após oito anos e passagens por cinco times diferentes, o jogador de 28 anos reencontrou seu melhor futebol em Seattle. Com uma campanha idêntica à do rival, os Seahawks apostaram em Darnold, que se tornou o primeiro jogador escolhido na classe de 2018 a chegar ao Super Bowl, superando nomes como Baker Mayfield, Josh Allen e Lamar Jackson. Embora haja um leve favoritismo para os Seahawks, a expectativa é de um jogo extremamente equilibrado, com defesas sólidas e quarterbacks determinados a provar seu valor na NFL.
Bad Bunny Comanda o Show do Intervalo
Além da emoção dentro de campo, o Super Bowl é mundialmente famoso por seu espetáculo de intervalo. Neste ano, a atração principal será o astro porto-riquenho Bad Bunny. O cantor, que foi o mais ouvido do Spotify em 2025 e levou três Grammys na última premiação, promete levar o ritmo latino para o palco do Levi’s Stadium. Sucessos como “DtMF” devem agitar o público, garantindo que a energia não caia durante a pausa do jogo.
Green Day na Abertura e Polêmica Política
A abertura do evento ficará por conta da lendária banda de pop punk Green Day. Com quase 40 anos de estrada e 13 álbuns, o grupo é conhecido não apenas por seus hits, mas também por seu histórico de críticas a governantes. Essa postura política, inclusive, foi citada como uma das razões para a ausência do ex-presidente Donald Trump no jogo. “Sou contra ambos. Acho uma escolha terrível. Tudo o que isso faz é semear ódio”, teria declarado o ex-presidente ao jornal New York Times, em referência aos artistas e suas posições contra abusos cometidos pelo ICE contra imigrantes, tema que tanto Bad Bunny quanto Green Day já abordaram publicamente. A presença da banda promete uma abertura com forte mensagem e impacto cultural.

