Turista Argentina Acusada De Racismo No Rio Declara: “estou Em Perigo, Querem Me Matar”

Turista Argentina Acusada de Racismo no Rio Declara: “Estou em Perigo, Querem Me Matar”

Noticias do Dia

Posição da Turista e Medidas Restritivas

A turista argentina Agostina Paez, de 29 anos, que está sendo processada por injúria racial no Rio de Janeiro, expressou em entrevista que se sente em perigo e alvo de ameaças constantes. Proibida de sair do estado do Rio de Janeiro e utilizando tornozeleira eletrônica, Paez declarou ao canal TN, filiado da CNN na Argentina, que a mídia de seu país a ajudou, mas que no Brasil não recebeu o mesmo apoio. Ela também criticou a postura das autoridades locais, considerando-as mais “cruéis” em seu caso.

Versão dos Fatos e Processo Judicial

O incidente que levou às acusações ocorreu em 14 de janeiro, em um bar em Ipanema, Zona Sul do Rio. Segundo o relato de um funcionário do estabelecimento, a discussão inicial teria sido motivada por um suposto erro na conta. Ao pedir para que Agostina aguardasse enquanto verificava as imagens das câmeras de segurança, a turista teria proferido xingamentos racistas, além de imitar gestos e sons de macaco em direção ao funcionário, que registrou a cena em vídeo. A turista foi presa em 6 de janeiro, mas teve a prisão revogada no dia seguinte. Ela se defende afirmando que os gestos foram uma “brincadeira” direcionada às amigas e não ao funcionário, e que “não mentiu sobre nada”. Seu advogado informou que ela pode permanecer no Brasil por mais 90 dias devido à complexidade do processo.

Relembrando o Caso e Medidas Judiciais

As imagens divulgadas mostram Agostina utilizando o termo “mono” (macaco em espanhol) e reproduzindo gestos associados ao animal. A turista foi detida e, em 17 de janeiro, teve seu passaporte apreendido por determinação da Justiça do Rio de Janeiro. A tornozeleira eletrônica foi imposta como medida cautelar. Agostina Paez relatou ao jornal argentino Info Del Estero que se sente “presa” e “com medo”, atribuindo a gravidade da situação à legislação brasileira sobre crimes de discriminação e racismo.

Acompanhamento Familiar e Exposição

Os pais de Agostina Paez chegaram ao Brasil no último sábado (7) para acompanhá-la durante o processo judicial. A turista expressou o desejo de não mostrar seu rosto em público devido à sua sensação de exposição e às ameaças que afirma receber.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *