Banco Central Encontra Indícios De Vantagens Indevidas De Servidores Afastados Por Caso Banco Master

Banco Central encontra indícios de vantagens indevidas de servidores afastados por caso Banco Master

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Revisão interna aponta irregularidades

O Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira (data) ter identificado indícios de recebimento de vantagens indevidas por dois de seus servidores. Os técnicos haviam sido afastados anteriormente por suas ligações com o Banco Master, durante uma revisão interna dos processos de fiscalização e liquidação da instituição financeira.

De acordo com o comunicado do BC, as medidas cautelares de afastamento dos servidores, com restrição de acesso às dependências e sistemas do órgão, foram tomadas imediatamente. Além disso, indícios de crimes foram comunicados à Polícia Federal.

Servidores suspeitos de consultoria informal

Paulo Sérgio de Souza e Belline Santana foram alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master na corte. As investigações da Polícia Federal apontam que os dois servidores são suspeitos de prestar consultoria informal para o empresário André Vorcaro, ligado ao Banco Master.

Souza e Santana já haviam sido afastados de seus cargos por decisão administrativa do próprio Banco Central, no âmbito de uma investigação interna para apurar a atuação de ambos no caso Master. Segundo as apurações, os servidores teriam fornecido orientações estratégicas sobre reuniões institucionais, elaboração de documentos e abordagem de temas sensíveis perante autoridades regulatórias.

Grupo de mensagens e cargos de chefia

As investigações indicam que os dois servidores integravam um grupo de mensagens com Vorcaro, criado para facilitar a comunicação direta e a discussão de estratégias relacionadas aos interesses do Banco Master. Na época dos fatos relatados, Santana ocupava o cargo de chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC, enquanto Souza era o chefe-adjunto. Souza, inclusive, foi diretor de Fiscalização do BC entre 2017 e 2023.

BC reafirma compromisso com a lei

Em nota, o Banco Central declarou sua “convicção” de que o trabalho da Polícia Federal “representa um passo essencial para o pleno esclarecimento dos fatos”. O órgão ressaltou que, observado o devido processo legal e o direito à ampla defesa, as condutas infracionais identificadas receberão a devida resposta sancionatória, de acordo com a lei.

O BC informou ainda que, diante dos indícios, instaurou procedimentos correcionais para apuração dos fatos e comunicou os indícios de prática de crimes à Polícia Federal.

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