A primeira pesquisa Datafolha do ano para o governo de São Paulo, divulgada neste domingo (8), indica que o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera a corrida pela reeleição com 44% das intenções de voto. Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda, surge em segundo lugar com 31%. Cenário Eleitoral e Opositores A pesquisa sugere que Tarcísio de Freitas pode conquistar a vitória já no primeiro turno, sete meses antes do pleito. Ele iguala a soma de todos os oponentes testados no principal cenário. Na sequência, aparecem Paulo Serra (PSDB), ex-prefeito de Santo André, com 5%; o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil), também com 5%; e o cientista político Luiz Felipe D’Ávila (Novo), com 3%. Há ainda 1% de indecisos e 11% que declararam voto em branco ou nulo. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Impacto para o PT e Estratégias de Campanha A ausência de um segundo turno para Haddad seria um revés significativo para o PT e para o presidente Lula, que contam com o palanque de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, para fortalecer a campanha nacional. Nos bastidores, lideranças petistas têm demonstrado preferência por Haddad, citando seu desempenho anterior no estado, quando chegou ao segundo turno, e seu protagonismo na pauta econômica. Diferenças Regionais e Demográficas A pesquisa revela uma disputa mais acirrada na capital paulista em comparação com o interior do estado, repetindo uma tendência de eleições anteriores. Tarcísio de Freitas apresenta uma vantagem de 19 pontos percentuais no interior (47% a 28%) e de 6 pontos percentuais na capital (40% a 34%). O governador também lidera entre o público masculino, no segmento evangélico e entre os eleitores mais velhos. Aprovação da Gestão e Níveis de Conhecimento A gestão de Tarcísio de Freitas é aprovada por 64% dos paulistas e desaprovada por 30%, segundo o Datafolha. Detalhando os níveis de avaliação, 45% consideram o governo ótimo ou bom, 31% o classificam como regular, e 20% como ruim ou péssimo. A rejeição a Tarcísio é de 24% (não votariam nele de jeito nenhum), enquanto a de Haddad é de 38%. Ambos os candidatos possuem níveis de conhecimento semelhantes entre o eleitorado: 47% dizem conhecer bem Tarcísio e 51% o mesmo sobre Haddad. Outros Cenários Testados O Datafolha também testou outros cenários. Em um deles, Geraldo Alckmin (PSB) substituiria Haddad, com Tarcísio pontuando 46% contra 26% de Alckmin. Em outro cenário, com Simone Tebet (MDB) no lugar de Haddad, Tarcísio obteria 49% contra 19% da ministra. O ministro Márcio França (PSB) foi testado apenas em uma disputa com Haddad e Tarcísio, obtendo 5% das intenções de voto. Alckmin se destaca por ter menor rejeição (29%) em comparação com Haddad (38%), e também é o mais conhecido entre as alternativas a Haddad (54%). Simulações de Segundo Turno Em simulações de segundo turno, Tarcísio de Freitas se mostra favorito contra os demais adversários. Ele venceria Alckmin por 50% a 39%, Haddad por 52% a 37%, Simone Tebet por 58% a 28%, e Márcio França por 60% a 22%. O percentual de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo varia entre 10% e 12%, dependendo do cenário, e os que não sabem ou preferem não opinar chegam a 2%. Contexto Político e Metodologia A pesquisa ouviu 1.608 moradores de São Paulo, com mais de 16 anos, em 71 municípios, entre os dias 3 e 5 de março. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código SP-04136/2026. A tendência atual indica que Tarcísio de Freitas concorrerá à reeleição, tendo Haddad como seu principal opositor, apesar da relutância inicial deste em disputar novamente o governo estadual.