Acordo Homologado na Justiça Paulista
A Justiça de São Paulo homologou, neste sábado (28), um acordo entre o apresentador José Luiz Datena e o empresário Pablo Marçal, pondo fim aos processos judiciais decorrentes da agressão ocorrida durante um debate em setembro de 2024. Na ocasião, Datena arremessou uma cadeira contra Marçal, em um episódio que marcou a campanha eleitoral para a prefeitura da capital paulista.
Disputas Judiciais e Pedidos de Indenização
O embate judicial contava com duas frentes. Em um dos processos, Pablo Marçal solicitava uma indenização de R$ 100 mil por danos morais, alegando que a agressão violou seus “direitos de personalidade, atingindo sua honra, sua imagem e sua integridade física e moral”. Este caso ainda aguardava julgamento.
No outro processo, era Datena quem buscava reparação por danos morais. O apresentador acusou Marçal de sugerir que ele seria um estuprador ao chamá-lo de “Jack”, termo gírio para estuprador. Datena também pedia R$ 100 mil. No entanto, o pedido do apresentador havia sido negado em primeira instância em maio de 2025, e ele recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A notícia do acordo nesta semana resultará no arquivamento de todos os processos relacionados ao incidente.
O Confronto que Levou à Agressão
A agressão teve início após Marçal provocar Datena sobre uma acusação de assédio sexual, tema já abordado anteriormente no debate. Datena rebateu, chamando Marçal de “bandidinho, ladrãozinho de dados”, e relatou o impacto da acusação em sua família. Marçal, por sua vez, questionou a postura de Datena, chamando-o de “arregão” e o acusando de “atravessar o debate” para agredi-lo fisicamente.
Repercussões e Antecedentes da Acusação
Após o incidente, o debate foi suspenso e Marçal foi encaminhado ao Hospital Sírio-Libanês, onde relatou ter sofrido fraturas na mão e ter sido “covardemente agredido”. A acusação de assédio sexual que desencadeou a polêmica foi levantada por Marçal no início do programa, referindo-se a uma denúncia feita em 2019 pela repórter Bruna Drews. Na época, Datena moveu um processo contra a repórter por calúnia e difamação, e ela posteriormente assinou uma retratação em cartório. Datena afirmou no debate que o caso foi arquivado pelo Ministério Público, que não encontrou provas, e que a acusadora se retratou publicamente, pedindo desculpas a ele e sua família.

