Depoimento De Pam Bondi Sobre Caso Epstein é Aprovado Por Comissão Da Câmara Dos Eua Após Votação Acirrada

Depoimento de Pam Bondi sobre Caso Epstein é aprovado por comissão da Câmara dos EUA após votação acirrada

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Comissão da Câmara vota pela intimação de Pam Bondi

A Comissão de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos votou nesta quarta-feira pela intimação da secretária de Justiça, Pam Bondi, para depor sobre a atuação do Departamento de Justiça no caso Jeffrey Epstein. A decisão, com placar de 24 a 19, foi uma repreensão a um alto funcionário do governo Trump, com cinco republicanos se unindo aos democratas para aprovar a medida. A deputada Nancy Mace, republicana da Carolina do Sul, foi a proponente da intimação.

Polêmica na divulgação de arquivos de Epstein

A intimação ocorre em meio a crescentes críticas de parlamentares de ambos os partidos sobre a condução da investigação e a divulgação dos arquivos de Epstein. O Departamento de Justiça é acusado de ocultar nomes de suspeitos de cumplicidade e, ao mesmo tempo, expor dados pessoais de vítimas. A lei de transparência, promulgada pelo presidente Trump, obrigou a publicação dos documentos, mas exigia o sigilo das informações identificáveis das mais de mil vítimas registradas pelo FBI. No entanto, figuras poderosas ligadas a Epstein não poderiam ser protegidas.

Bondi já se esquivou de perguntas anteriormente

Esta é a segunda vez em um ano que membros republicanos do Comitê de Supervisão rompem com a orientação do partido em relação ao caso Epstein. Em depoimentos anteriores, Pam Bondi obstruiu os democratas, ironizou parlamentares e se esquivou de responder diretamente às acusações, além de exigir desculpas a Donald Trump. O formato de depoimento a portas fechadas, sob juramento, pode forçar Bondi a responder com mais seriedade.

Críticas à atuação do Departamento de Justiça

A atuação do Departamento de Justiça na investigação de Epstein tem sido alvo de críticas por não ter levado ao indiciamento de outros suspeitos de colaborarem ou se beneficiarem da rede de tráfico sexual. A exceção é Ghislaine Maxwell, principal cúmplice do magnata, que cumpre pena. Teorias sobre acobertamento ganharam força devido ao perfil das pessoas citadas nos documentos, gerando descontentamento tanto entre republicanos quanto democratas.

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