Diesel Dispara 9% No Brasil Após Conflito No Oriente Médio; Gasolina Sobe Menos

Diesel Dispara 9% no Brasil Após Conflito no Oriente Médio; Gasolina Sobe Menos

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Aumento Expressivo no Diesel Comum e Aditivado

O preço do diesel comum no Brasil registrou um aumento de 8,70% nos primeiros oito dias de março, segundo um estudo exclusivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) enviado a VEJA. O diesel aditivado apresentou uma variação média nacional ainda maior, de 8,91%. O Nordeste se destacou como a região com os maiores reajustes, registrando altas de 13,87% para o diesel aditivado e 12,96% para o diesel comum. O litro do diesel comum mais caro do país foi encontrado no Nordeste, a R$ 6,16.

Diesel S500 e o Impacto Regional

As versões S500 do diesel também sofreram aumentos, com o tipo comum subindo 6,53% e o aditivado 6,08%. Assim como nas outras variações, o Nordeste liderou as altas, com o S500 comum apresentando um acréscimo de 10,44%. O Centro-Oeste também sentiu o impacto, com o diesel S10 comum subindo 10,82%.

Gasolina Apresenta Leve Alta, Sul Contracorrente

Em contraste com o diesel, a gasolina comum teve uma elevação mais modesta de 2,06% em média nacional. A região Centro-Oeste registrou o maior aumento isolado para a gasolina comum, com 4,73%. A gasolina mais cara do Brasil, a R$ 5,74 o litro, foi encontrada na região Norte. A gasolina aditivada subiu 1,71% nacionalmente, e a região Norte também apresentou o preço mais elevado, a R$ 5,86. Curiosamente, a região Sul foi a única a registrar uma leve queda, com deflação de -0,95% para a gasolina aditivada.

Guerra no Oriente Médio e Impacto nos Preços

Segundo Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã tem sido o principal motor por trás do aumento e da instabilidade nos preços dos combustíveis globalmente. Essa instabilidade no mercado internacional reflete diretamente nos custos para o consumidor brasileiro. Amaral explica que as distribuidoras, ao importarem os combustíveis, realizam a mistura obrigatória de biocombustíveis antes de revenderem aos postos. Apesar das altas já observadas, a Petrobras ainda não realizou reajustes em suas refinarias, o que sugere a possibilidade de novos aumentos nos preços nos próximos meses.

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