Dólar Dispara E Se Aproxima De R$ 5,30 Com Guerra No Oriente Médio E Petróleo A Us$ 102

Dólar Dispara e Se Aproxima de R$ 5,30 com Guerra no Oriente Médio e Petróleo a US$ 102

Noticias do Dia

O dólar comercial opera em forte alta nesta sexta-feira, refletindo a escalada de tensões com a guerra no Oriente Médio. Pouco antes das 15h, a moeda americana estava em alta de 1,10% frente ao real, a R$ 5,2997. A Bolsa de Valores brasileira, por sua vez, operava nas mínimas do dia, com o Ibovespa recuando 0,62%, para 178.175 pontos.

Petróleo Continua em Alta e Atinge US$ 102 o Barril

No cenário internacional, o preço do petróleo segue em alta, com o barril do tipo Brent avançando 1,68% e sendo negociado a US$ 102,11. Essa valorização ocorre mesmo após o presidente americano Donald Trump ter autorizado a compra de mais petróleo russo e dois dias depois de países ricos liberarem 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas. Este ano, o petróleo já acumula alta de 65%.

Petrobras Anuncia Reajuste no Diesel em Meio a Medidas do Governo

Na Bolsa brasileira, as ações da Petrobras operam em leve queda de 0,62%. A estatal anunciou um reajuste de 11% no preço do diesel, um dia após o governo Lula lançar medidas para conter a alta dos combustíveis, incluindo isenção de impostos federais e subvenção a produtores e importadores.

Escalada de Tensão entre EUA e Irã Gera Incertezas

As ameaças do presidente Donald Trump ao Irã e as declarações do secretário de Defesa Pete Hegseth sobre os ataques à República Islâmica aumentam a incerteza no mercado. A possibilidade de novos ataques e a preocupação com terrorismo doméstico nos EUA adicionam volatilidade. Analistas apontam que o mercado continuará sendo guiado por manchetes e declarações de Trump no curto prazo. A atenção também se volta para a próxima reunião do Federal Reserve, onde se espera que as taxas de juros permaneçam inalteradas.

Mercado Financeiro em Alerta com Semelhanças à Crise de 2008

A combinação da disparada dos preços do petróleo com preocupações no mercado de crédito privado tem levado a atividade do mercado a se assemelhar ao período que antecedeu a crise financeira global de 2008, segundo Michael Hartnett, estrategista do Bank of America Corp. O desempenho dos ativos neste ano tem sido, de forma preocupante, mais próximo do comportamento de preços observado entre meados de 2007 e meados de 2008.

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