França se oferece para defender países do Golfo e Jordânia contra ataques do Irã
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, anunciou nesta segunda-feira que o país está pronto para participar da defesa dos países do Golfo e da Jordânia, que se tornaram alvos de ataques do Irã. A declaração surge em resposta à escalada de tensões na região, após o Irã lançar mísseis e drones contra diversas nações, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Iraque, Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia. Esses ataques foram iniciados em retaliação a ofensivas de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.
Solidariedade e apoio francês em meio ao conflito
Em entrevista coletiva, Barrot afirmou que a França expressa seu “pleno apoio e solidariedade” aos países afetados e que está “disposta a participar de sua defesa”. A declaração francesa se insere em um contexto de crescente instabilidade após uma ofensiva de grande porte lançada por EUA e Israel contra o Irã, com o objetivo de desestabilizar o governo e forçar uma mudança de regime. A retaliação iraniana resultou em mortes e danos significativos no Oriente Médio.
Impactos dos ataques iranianos na região e no mercado global
As monarquias do Golfo Pérsico, que tentavam evitar o conflito, viram seus aeroportos, hotéis e bases usadas pelos EUA serem atingidos por mísseis iranianos. O sistema de defesa aérea israelense foi intensamente testado, e os Estados Unidos registraram as primeiras baixas militares, evidenciando os impactos da guerra. Segundo o Crescente Vermelho iraniano, pelo menos 555 pessoas morreram no Irã em decorrência da ofensiva inicial, com ataques atingindo dezenas de municípios. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) foi um dos alvos centrais da ofensiva americana, que, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), destruiu mais de mil alvos, incluindo centros de comando e controle.
Reações internacionais e fechamento de rotas aéreas e marítimas
A Arábia Saudita convocou o embaixador iraniano para condenar os ataques e alertar sobre os riscos à segurança regional. Os Emirados Árabes Unidos fecharam sua embaixada em Teerã, classificando os ataques como “hostis” e uma “violação flagrante da soberania nacional e do direito internacional”. Em Israel, ataques com mísseis e bombas causaram mortes e feridos em diversas cidades, e o aeroporto Ben Gurion cancelou todos os voos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o foco da campanha é “atacar o coração de Teerã” e anunciou a convocação de 100 mil reservistas. O fechamento de espaços aéreos e o receio de interrupções no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do transporte mundial de petróleo e gás, já causam impacto em companhias aéreas e de navegação, com empresas como MSC e Maersk suspendendo operações na área.

