A Frimesa, cooperativa agroindustrial paranaense, projeta um crescimento ambicioso para os próximos dez anos. Com o objetivo de dobrar seu faturamento para R$ 15 bilhões até 2032 – partindo dos R$ 7 bilhões registrados em 2023 –, a empresa aposta em investimentos estratégicos, incluindo a expansão da capacidade produtiva e um rebranding da marca.
Expansão e foco no mercado
Para alcançar essa meta, a Frimesa está intensificando seus investimentos. Um dos marcos dessa estratégia é a inauguração de um escritório comercial em São Paulo, o único fora do Paraná. Localizado na zona leste da capital paulista, este novo espaço simboliza um movimento de aproximação com o mercado e o cliente. Elias Zydeck, presidente executivo da Frimesa, destacou a evolução do foco da empresa: “Desde o nosso surgimento em 1977 focamos na produtividade, no melhoramento dos rebanhos suíno e leiteiro. A partir de 2005, nosso foco passou a ser na industrialização e inovação. A partir de agora, nosso foco é o mercado, o cliente, que exige comida de verdade e com qualidade”, afirmou durante a inauguração.
Modelo cooperativista e crescimento da produção
Nascida em Medianeira (PR) a partir da união de cinco cooperativas, a Frimesa baseia seu sucesso no modelo cooperativista integrado. A empresa não compra suínos no mercado spot, mas sim integra seus 1.062 suinocultores, garantindo um padrão técnico definido e, consequentemente, previsibilidade de custo e qualidade. A carne suína já representa 76% do faturamento da empresa. Em paralelo, a cooperativa está investindo R$ 1,35 bilhão na unidade de processamento de suínos em Assis Chateaubriand (PR). A meta é que esta unidade se torne a maior da América Latina, com capacidade para abater 15 mil animais por dia. A primeira etapa já foi concluída em 2023, e a previsão é que a expansão total siga até 2032, com mais R$ 650 milhões previstos para a compra de equipamentos.
Mercado interno e exportações em alta
A estratégia de crescimento da Frimesa também considera o aumento do consumo interno de carne suína no Brasil, que atualmente é de 19 kg per capita/ano. A expectativa é que esse número chegue a 25 kg em 2032, impulsionado pela possível redução e encarecimento da carne bovina. No mercado externo, a Frimesa já tem uma participação relevante, respondendo por 8% das exportações brasileiras e 52% dos embarques paranaenses. A empresa vê potencial na abertura de novos mercados, como Japão e Coreia do Sul, para consolidar a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais.
Nova identidade visual para fortalecer a marca
Além dos investimentos em infraestrutura e produção, a Frimesa está investindo R$ 120 milhões em um rebranding. A nova identidade visual, com a cor roxa ganhando destaque nas embalagens, visa facilitar a identificação dos produtos nas gôndolas e reforçar o propósito da marca de oferecer “comida de verdade com qualidade”. Novas versões e temperos de linhas tradicionais, como as linguiças, também serão apresentadas, consolidando a presença da cooperativa no mercado nacional.

