Aeroporto do Galeão pode ter apenas três interessados em leilão
O aguardado leilão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, que acontece no dia 30 de março, deve contar com a participação de três propostas, e não cinco como inicialmente previsto pelo Ministério de Portos e Aeroportos. A redução no número de interessados foi confirmada por fontes do setor. A expectativa era de uma maior concorrência, incluindo empresas de renome internacional.
Empresas de peso desistem da disputa
Entre as empresas que haviam demonstrado interesse em apresentar propostas estavam a espanhola Aena, a suíça Zurich, a argentina Corporación America e a alemã Fraport. No entanto, as duas últimas, Corporación America e Fraport, estariam avaliando a desistência, segundo apurou o CNN Infra. Até o momento, nenhuma manifestação oficial sobre a decisão foi divulgada pelas companhias ou pelo governo.
Um novo capítulo para o Galeão
Este leilão representa uma tentativa de virar a página de um dos negócios mais desafiadores da infraestrutura brasileira na última década. Em 2013, o aeroporto foi arrematado pela dupla Odebrecht e Changi em um cenário de otimismo econômico e expectativas de crescimento acelerado no setor aéreo, projeções que não se concretizaram. O valor do lance vitorioso da época, R$ 19 bilhões, tornou-se impagável diante da recessão econômica e da pandemia de Covid-19.
Novos parâmetros para a gestão do terminal
A nova concorrência, desenhada após um processo de renegociação contratual com o Tribunal de Contas da União (TCU), é vista como estratégica para o futuro do Galeão. O aeroporto, uma das principais portas de entrada de estrangeiros no Brasil e rota doméstica relevante, movimentou 18 milhões de passageiros em 2023, correspondendo a 13% do fluxo nacional. O novo concessionário administrará o terminal sob novos moldes, incluindo o fim da participação acionária da Infraero (atualmente com 49%), a dispensa da construção da terceira pista e o pagamento de uma outorga anual variável, calculada sobre 20% do faturamento bruto, em substituição ao modelo de valor fixo anterior.

