Danos Colaterais em Marco Histórico Iraniano
Partes do icônico Palácio Golestan, um Patrimônio Mundial da UNESCO localizado na capital iraniana, Teerã, foram danificadas como consequência de ataques atribuídos aos Estados Unidos e Israel. Segundo relatos da imprensa local nesta segunda-feira, o complexo histórico sofreu impactos indiretos devido à onda de explosões que atingiram a região. A agência de notícias ISNA informou que janelas, portas e espelhos do palácio foram afetados pelas reverberações dos bombardeios ocorridos na noite de domingo na Praça Arag, no sul da cidade.
Escalada Militar e Impacto Humano
O incidente no Palácio Golestan ocorre em meio a uma intensificação da ofensiva militar iniciada no sábado, com ataques em larga escala contra alvos iranianos. O Crescente Vermelho iraniano divulgou que, desde o início das operações, pelo menos 555 pessoas morreram no país. A organização descreveu os ataques como “terroristas sionistas-estadunidenses” que afetaram 131 cidades. Ao longo do domingo, mísseis e bombas atingiram diversas localidades iranianas, incluindo alvos estratégicos como o quartel-general da Guarda Revolucionária, conforme comunicado pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), que detalhou a destruição de mais de mil alvos.
Repercussões Regionais e Globais
A resposta militar do Irã ampliou o alcance da crise, provocando ataques a instalações associadas aos Estados Unidos no Catar e lançando mísseis contra posições nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã. Essa escalada militar teve impacto imediato na aviação internacional, com o fechamento de grande parte do espaço aéreo do Golfo Pérsico e a suspensão de voos em aeroportos estratégicos como Dubai, Abu Dhabi e Doha. O transporte marítimo também foi afetado, com dezenas de navios interrompendo rotas próximas ao Estreito de Ormuz, vital para o comércio global de petróleo.
Reações Diplomáticas e Alertas Militares
A crise gerou fortes reações diplomáticas. A Arábia Saudita, alvo de mísseis iranianos, convocou o embaixador de Teerã para protestar contra os ataques. Os Emirados Árabes Unidos fecharam sua embaixada em Teerã e convocaram o embaixador iraniano, classificando os ataques como uma grave escalada e violação do direito internacional. Em Israel, a ofensiva iraniana resultou em novas mortes, com um míssil atingindo um abrigo em Beit Shmesh, causando nove fatalidades. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a campanha militar visa “atingir o coração de Teerã” e anunciou a convocação de 100 mil reservistas para reforçar operações em diversas frentes.

