Toffoli Afirma Ter Deferido Todas As Medidas Da Pf E Pgr Na Investigação Do Banco Master

Toffoli afirma ter deferido todas as medidas da PF e PGR na investigação do Banco Master

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Gabinete de Toffoli esclarece atuação em inquérito

O gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota nesta sexta-feira (6) detalhando a atuação do magistrado como relator do inquérito que investiga o Banco Master. No documento, Toffoli assegura que todas as decisões tomadas durante sua relatoria seguiram rigorosamente os pedidos apresentados pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Cronologia e medidas autorizadas

“Desde que assumi a relatoria da operação Compliance Zero até deixar a relatoria, deferi todas as medidas requeridas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República”, afirmou o ministro. A nota apresenta uma cronologia das ações entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, período em que Toffoli esteve à frente do caso no STF. Durante esse intervalo, foram autorizadas diligências como quebras de sigilo bancário e fiscal, buscas e apreensões, bloqueios de bens e prisões temporárias de investigados.

Bloqueio de R$ 2 bilhões e rigor nas investigações

Segundo a manifestação, uma das decisões determinou o bloqueio e sequestro de bens que somariam mais de R$ 2 bilhões. Além disso, foram autorizadas centenas de quebras de sigilo relacionadas aos envolvidos na Operação Compliance Zero. Toffoli também ressaltou que as investigações transcorreram normalmente e sem prejuízos durante sua relatoria, e que nenhuma medida judicial comprometeu o andamento do caso. Ele destacou ainda que pedidos de nulidade apresentados foram indeferidos, e que todas as decisões foram baseadas em solicitações formais dos órgãos de investigação, com supervisão judicial dentro dos parâmetros legais.

Contexto de questionamentos

A manifestação pública de Toffoli ocorre em um momento de questionamentos sobre sua condução no caso e supostas tentativas de blindagem de investigados. Mais cedo, o ministro já havia informado que não teve acesso ao material apreendido nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros investigados enquanto atuou como relator da investigação sobre o Banco Master.

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