Advogada Britânica Morre De Sepse Após Cirurgia Estética De Aumento De Glúteos E Lipoaspiração Na Turquia

Advogada Britânica Morre de Sepse Após Cirurgia Estética de Aumento de Glúteos e Lipoaspiração na Turquia

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Investigação Aponta Sepse como Causa Provável da Morte

Uma advogada britânica de 28 anos, Diarra Brown, faleceu dias após se submeter a procedimentos de aumento de glúteos e lipoaspiração na Turquia. O inquérito conduzido pelo Tribunal de Black Country, no Reino Unido, aponta a sepse como a causa mais provável da morte. Diarra, que residia em Wolverhampton, havia viajado para a Turquia em outubro de 2021, após contrair um empréstimo de 10 mil libras para custear as cirurgias em um hospital privado.

Busca por Confiança Após Perda de Peso e Sintomas Pós-Operatórios

Segundo o inquérito, a jovem advogada buscava recuperar a autoconfiança após ter emagrecido significativamente após cirurgias bariátricas. Poucas horas após o procedimento, realizado em 22 de outubro de 2021, Diarra começou a apresentar sintomas como calafrios, dores, hematomas e inchaço. A família relatou que a equipe médica assegurou que essas reações eram normais no pós-operatório. No entanto, nos dias seguintes, o quadro de Diarra se agravou, com febre alta, falta de ar, letargia e episódios de perda de consciência.

Falha na Comunicação e Deterioração Rápida

A mãe de Diarra, Daisy Brown, declarou em depoimento que contatou o hospital diversas vezes, mas foi tranquilizada de que não havia anormalidades. Ela descreveu que sua filha apresentava sinais evidentes de deterioração, com dificuldade de locomoção e desorientação. O médico responsável pela cirurgia, Dr. Sevket Gokham Bayam, havia garantido a segurança do procedimento, mesmo após Diarra questionar o tempo prolongado sob anestesia. A decisão de realizar múltiplas intervenções em uma única operação foi discutida previamente com o profissional via WhatsApp.

Análise Médica Confirma Choque Séptico

Diarra Brown faleceu em 26 de outubro de 2021, quatro dias após a cirurgia. Uma análise médica apresentada ao inquérito, conduzida pela Dra. Vanya Gant, especialista em microbiologia clínica e doenças infecciosas, concluiu que a paciente sofreu um colapso rápido decorrente de choque séptico. A especialista apontou que os registros clínicos indicavam sinais compatíveis com sepse, como elevação de marcadores inflamatórios e queda acentuada na contagem de glóbulos brancos, descrevendo o evento como um “colapso desastroso, muito rápido e completo”. O inquérito também trouxe à tona relatos sobre a pressão estética enfrentada por Diarra em sua carreira jurídica, com a mãe mencionando que a filha se sentia pressionada a se adequar a padrões físicos e chegou a sofrer bullying durante a formação. As investigações para esclarecer todas as circunstâncias da morte seguem em andamento.

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