Bancos Apresentam Nova Proposta De Reestruturação Para Raízen, Incluindo Venda De Ativos Na Argentina E Mudança Na Presidência Do Conselho

Bancos Apresentam Nova Proposta de Reestruturação para Raízen, Incluindo Venda de Ativos na Argentina e Mudança na Presidência do Conselho

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Nova Proposta dos Bancos para Raízen

Credores bancários da Raízen apresentaram uma nova proposta de reestruturação à companhia brasileira de bioenergia. Segundo fontes com conhecimento do assunto, o plano inclui a destinação de 30% dos recursos obtidos com a venda de ativos na Argentina para a redução da dívida da empresa. As negociações, de caráter privado, mantêm as identidades das fontes em sigilo.

Mudanças na Liderança e Comparativo com Bondholders

Um dos pontos centrais da nova oferta dos bancos é a solicitação pela substituição de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan, da presidência do conselho da Raízen. Essa demanda ecoa uma proposta anterior feita pelos detentores de títulos (bondholders). Enquanto os bondholders haviam solicitado R$ 8 bilhões (aproximadamente US$ 1,6 bilhão) para a reestruturação, a proposta dos bancos não especifica um valor financeiro, focando mais nos percentuais de uso de ativos e na governança corporativa.

Apoio e Investimentos Anteriores

Em março, a gigante do setor de petróleo Shell já havia concordado em injetar R$ 3,5 bilhões como parte do plano de reestruturação. Rubens Ometto também se comprometeu com um aporte de R$ 500 milhões. No início deste mês, a Raízen apresentou aos credores uma proposta que previa a cessão de até 70% das ações ordinárias da companhia. No entanto, tanto Cosan, Raízen, Ometto, quanto os bancos Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Itaú Unibanco não comentaram as informações. A Shell também não respondeu imediatamente a um pedido de declaração.

Histórico de Negociações e Dívida da Raízen

Os detentores de títulos, por sua vez, apresentaram sua própria proposta de reestruturação, que inclui uma injeção de capital de R$ 8 bilhões e também pedem a substituição de Ometto, buscando maior influência na gestão da empresa de biocombustíveis. Tanto bondholders quanto bancos solicitam uma participação de até 90% em troca de 45% da dívida. A Raízen, uma joint venture entre Cosan e Shell, iniciou um processo de reestruturação extrajudicial em março, com uma dívida total de R$ 65 bilhões, buscando um acordo para evitar a recuperação judicial. A empresa tem enfrentado dificuldades devido a juros elevados, investimentos de longo retorno e desafios operacionais em suas divisões de açúcar e etanol, resultando em desempenho financeiro abaixo do esperado.

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