Chuva histórica causa transtornos e emergência em Belém
A Prefeitura de Belém declarou estado de emergência na noite deste domingo (data não especificada) após fortes chuvas atingirem a região metropolitana ao longo do dia. O volume de precipitação, classificado pelo prefeito Igor Normando como o maior dos últimos dez anos, gerou alagamentos generalizados em diversos bairros, afetando casas e vias públicas. A situação foi agravada pela maré alta, que dificultou o escoamento da água acumulada.
Em menos de 24 horas, Belém registrou 150 mm de chuva, sendo que 100 mm caíram em apenas seis horas. O prefeito destacou que a administração municipal está atuando rapidamente para desobstruir canais e bueiros, além de oferecer assistência social a pessoas em situação de rua e acolhimento às famílias mais afetadas, com o apoio da Defesa Civil.
Previsão e impacto da chuva
O volume de chuva registrado em poucas horas já ultrapassa a média esperada para todo o mês de abril, que segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de aproximadamente 465,5 mm. Até a noite de domingo, o número exato de famílias impactadas não havia sido divulgado pela prefeitura ou pelas Defesas Civis municipal e estadual.
A prefeitura informou que acompanha os desdobramentos desde o início da manhã de domingo, com a Defesa Civil coordenando um comitê integrado, que conta com o apoio do Corpo de Bombeiros para uma resposta ágil em toda a cidade. As ações incluem reforço em abrigos, atendimento às vítimas, limpeza de sistemas de drenagem e intervenções emergenciais em pontos críticos de alagamento.
Bairros mais atingidos e previsão de continuidade
O bairro Terra Firme foi o mais severamente afetado, mas outros bairros como Tapanã, Condor, Jurunas, Icoaraci, Parque Verde, Cabanagem, Benguí, Pedreira e Curió-Utinga também sofreram com as inundações, com algumas ruas se transformando em verdadeiros rios. O temporal também causou transtornos em áreas de Ananindeua, Marituba e municípios do interior do estado.
A previsão indicava a continuidade das chuvas intensas nas horas seguintes ao decreto de emergência, especialmente nas regiões Nordeste e Sudeste do Pará, onde alertas laranja da Defesa Civil já haviam sido emitidos.

