Cadum Guimarães Celebra Legado De Oscar Schmidt: ‘sempre Um Vencedor, Sempre O Melhor’

Cadum Guimarães celebra legado de Oscar Schmidt: ‘Sempre um vencedor, sempre o melhor’

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O adeus a um ídolo e a lembrança de uma parceria vitoriosa

Cadum Guimarães, antigo companheiro de Oscar Schmidt na Seleção Brasileira de basquete, compartilhou memórias emocionantes sobre a parceria com o lendário jogador, falecido na última sexta-feira (17). Em entrevista à CNN Brasil, Guimarães destacou a conquista do título pan-americano de 1987, em Indianápolis, como um momento que evidenciou a autenticidade, o comando e a liderança de Oscar.

“Eu acho que ficou mais latente o lado autêntico do Oscar, o lado de personalidade, de comando, de liderança que a gente já tinha a convivência no dia a dia, mas isso ele passou pra todo mundo e trouxe o time e toda a geração junto com ele”, relatou Cadum.

O legado de um eterno vencedor

Para Cadum, o maior legado deixado por Oscar Schmidt é o desejo incessante de vencer e de sempre buscar o melhor. “Acho que esse foi o legado mais importante que ele deixa, de querer ser sempre um vencedor, de querer fazer o melhor sempre. Esse jogo foi o ápice desse lado de ser vencedor, de querer sempre mais. E o Oscar sempre foi um exemplo nesse sentido”, afirmou o ex-jogador.

Conexão de anos nas quadras e fora delas

A sintonia entre Cadum e Oscar não se limitava às quadras; ela foi construída ao longo de 11 anos de convivência intensa, desde os 16 anos de idade. “A gente tinha 16 anos quando nos conhecemos. Isso foi em 1976… foram 11 anos convivendo quase que diariamente com ele, fizemos faculdade juntos”, relembrou Cadum.

Essa proximidade facilitava a dinâmica do jogo. “A gente tinha dois laterais fantásticos, Oscar e Marcel, então eu nessa posição de armador, alimentava os dois que estavam sempre prontos para receber. E o Oscar sempre presente para estar recebendo o passe, não era muito difícil armar o jogo com o Oscar não, porque ele estava sempre pronto e sempre muito vertical para a cesta”, explicou o ex-armador.

Personalidade forte e inspiração para o futuro

A capacidade de Oscar de sempre buscar mais e sua autenticidade eram, segundo Cadum, o que o diferenciava. “Eu acho que é o lado da personalidade dele. Como eu falei, de ser um cara muito autêntico. Não está preocupado com inimizades, ele falar o que ele achava certo, defender o seu grupo. Eu acho que isso trouxe pra ele essa capacidade de querer cada vez mais”, disse.

Essa força interior de Oscar foi um motor para toda uma geração de atletas. “Ele conseguiu trazer isso pra geração toda. Então eu acho que isso que é super importante, foi super importante nele, de querer sempre mais, não estar contente com nenhuma situação”, destacou.

O futuro do basquete brasileiro pós-Oscar

Apesar da tristeza pela perda, Cadum Guimarães se mostra otimista quanto ao futuro do basquete brasileiro. Ele ressalta a importância de aumentar o número de praticantes do esporte no país, reconhecendo os desafios de um território continental como o Brasil.

“A gente precisa buscar mais quantidade de praticantes. E num país continental como o nosso é muito difícil, então às vezes a gente acaba perdendo um talento que nasceu em Rondônia, que não teve nenhuma oportunidade de chegar num time pra treinar”, lamentou.

No entanto, o ex-jogador acredita que a figura de Oscar continuará a atrair novos talentos. “Eu tenho certeza que ele trouxe durante quase mais de 50 anos de carreira, praticantes para o basquete. Tenho certeza que apesar desse momento ruim, difícil, cruel da morte dele, isso também vai acabar trazendo mais gente pro basquete”, concluiu.

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