Deputado Explica Dança Das Cadeiras Partidárias: ‘tentando Sobreviver Nesse Emaranhado De Siglas’

Deputado explica dança das cadeiras partidárias: ‘Tentando sobreviver nesse emaranhado de siglas’

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O campeão do troca-troca partidário

Em um cenário de intensas movimentações políticas, a janela partidária registrou a mudança de legenda de um em cada quatro deputados. O destaque, no entanto, vai para Nelsinho Padovani (MDB-PR), que se tornou o campeão de trocas ao migrar três vezes de sigla em apenas 30 dias. Sua jornada política começou no União Brasil, seguiu para o PL, passou pelo Republicanos e, por fim, estacionou no PP.

Justificativas e prazos apertados

Padovani classificou sua peregrinação partidária como uma “acomodação política”. O parlamentar fez questão de esclarecer que não mudou de partido duas, mas sim três vezes, demonstrando um certo incômodo com a cobertura jornalística que, segundo ele, não acompanhou toda sua trajetória. A decisão final de se filiar ao PP ocorreu literalmente na última hora do prazo legal, às 23h da Sexta-feira da Paixão. “Me ligaram tanto que resolvi mudar de novo às 23h”, relatou o deputado, atribuindo as ligações a aliados no Paraná, incluindo o influente deputado Ricardo Barros (PP-PR), tesoureiro nacional da sigla.

Fundo eleitoral e planos futuros

O deputado negou que sua mudança tenha relação com o fundo partidário ou eleitoral. “Sei que me elegeria por qualquer partido, mas não sou candidato à reeleição. Quis garantir um espaço mais confortável para somar na chapa majoritária”, explicou. Padovani demonstrou confiança na candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto no Paraná, prevendo 80% dos votos para o filho do presidente. Contudo, ainda não definiu seu candidato a governador, ponderando entre o nome escolhido por Ratinho Junior e o senador Sergio Moro (PL).

Legado familiar e sucessão

Autointitulado “defensor do agricultor e da propriedade privada”, Nelsinho Padovani segue os passos do pai, que também foi deputado por dois mandatos. O parlamentar já planeja a sucessão familiar, indicando seu filho de 24 anos como o mais político da família. “Só não será candidato agora porque não quer”, orgulha-se. Para o deputado, as frequentes mudanças partidárias são uma estratégia de sobrevivência no complexo cenário político brasileiro: “Estamos tentando sobreviver nesse emaranhado de siglas”.

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