Alerj Busca Normalidade Institucional
O recém-eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), afirmou neste sábado que o diálogo será o principal caminho para resolver a crise de sucessão no governo do estado e garantir a normalidade institucional. Ruas, que tem o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL) para uma eventual candidatura a governador, declarou enfaticamente que não tem interesse em “batalhas judiciais”. Sua eleição na Alerj abre um movimento para tentar destravar a definição do Palácio Guanabara, atualmente sob o comando interino do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio.
STF Define Rumos do Governo Fluminense
A decisão final sobre a sucessão no Rio de Janeiro caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF). Um julgamento em andamento na Corte, que foi pausado após pedido de vista do ministro Flávio Dino, definirá os próximos passos. O STF analisa as regras para uma eventual eleição indireta para governador, que preencheria o cargo até outubro, quando ocorrem as eleições regulares. O julgamento já teve placar parcial de 4 a 1 a favor da eleição indireta pela própria Alerj, mas a intervenção de Dino e uma liminar do ministro Cristiano Zanin mantiveram Ricardo Couto no cargo interinamente.
PL Tenta Acelerar Resolução no STF
Interlocutores do PL indicam que o partido pretende protocolar uma petição no Supremo Tribunal Federal já na próxima segunda-feira. O objetivo é comunicar o resultado da eleição da Alerj e, com isso, acelerar uma resolução para a crise de sucessão. Altineu Côrtes, presidente do diretório estadual do PL, expressou confiança de que Douglas Ruas tomará as medidas necessárias para que a Constituição seja cumprida. Ruas, por sua vez, reforçou o entendimento de que a Constituição prevê que o presidente do Poder Legislativo seja o segundo na linha sucessória do governador.
Desafios e Polêmicas na Eleição da Alerj
A eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj ocorreu em meio a controvérsias. Um grupo de 25 parlamentares alinhados a Eduardo Paes (PSD) boicotou a votação, que teve voto aberto, e deixou o plenário. O PDT nacional anunciou que acionará o STF para pedir a anulação do pleito, defendendo a realização de uma nova sessão com voto secreto, alegando a necessidade de evitar interferências do tráfico e de milícias no processo decisório. Ruas criticou o boicote, parabenizando o deputado Jari Oliveira (PSB) por ter se abster formalmente, o que, segundo ele, representa o debate político democrático. A eleição de Ruas foi definida por 17 deputados do PL, com apoio de outros partidos como União Brasil, PP, Solidariedade e Republicanos.

