Aumento da probabilidade e impactos esperados
A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) atualizou suas projeções, indicando agora uma probabilidade de 61% para o estabelecimento do fenômeno El Niño no trimestre entre maio e julho. Esta previsão representa um aumento significativo em relação à última atualização, que registrava menos de 50% de chance para o mesmo período. O El Niño é conhecido por seus efeitos climáticos distintos em diferentes regiões do Brasil, podendo causar chuvas intensas e riscos de enchentes e doenças fúngicas nas lavouras do Sul e Sudeste, ao mesmo tempo em que agrava a seca no Norte e Nordeste.
Persistência do fenômeno e sinais observados
As condições que favorecem o El Niño permanecem presentes no Oceano Pacífico e a expectativa é que se estendam até o trimestre de abril a junho de 2026, com uma probabilidade estimada de cerca de 80%. Essa longevidade é um dos pontos de atenção para os próximos anos. A nova previsão da NOAA se baseia em sinais concretos observados tanto no oceano quanto na atmosfera. Um dos indicadores mais relevantes é o aumento contínuo das temperaturas subsuperficiais nas águas do Pacífico equatorial, que já ultrapassam a média por cinco meses consecutivos.
O que é o El Niño e seus efeitos
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na região equatorial. Essa alteração na temperatura da superfície do mar afeta os padrões de circulação atmosférica global, resultando em mudanças significativas no clima de diversas partes do mundo. No Brasil, os impactos são notórios: enquanto o Sul e o Sudeste tendem a receber mais chuva, o que pode ser benéfico para o abastecimento de água, também aumenta o risco de eventos extremos como inundações e deslizamentos. Por outro lado, o Norte e o Nordeste do país frequentemente sofrem com a escassez hídrica, impactando a agricultura, o abastecimento de água e a geração de energia.
Preparação e monitoramento
Diante da crescente probabilidade de estabelecimento do El Niño, é fundamental que órgãos de defesa civil, agricultores e a população em geral estejam atentos aos alertas e recomendações. O monitoramento constante das condições climáticas e a adoção de medidas preventivas podem mitigar os impactos negativos do fenômeno, especialmente em relação a desastres naturais e à segurança hídrica e alimentar. A colaboração entre instituições científicas e órgãos governamentais é essencial para fornecer informações precisas e orientar ações de adaptação.

