Um Ponto de Virada Histórico
A Itália mais uma vez não garantiu sua vaga na Copa do Mundo. Desta vez, o Mundial de 2026, que será sediado por Estados Unidos, México e Canadá, verá a Azzurra assistir pela televisão. Este é o terceiro fracasso consecutivo da seleção em Copas, um feito que ecoou com força na imprensa italiana. Jornais como La Gazzetta dello Sport e Corriere dello Sport estamparam em suas capas o contundente “Todos para casa”, refletindo o sentimento de decepção e frustração que tomou conta do país.
“Terceiro Apocalipse” e a Nova Geração Perdida
A derrota nos pênaltis para a Bósnia, após um empate em 1 a 1 na prorrogação, foi descrita pela Gazzetta dello Sport como o “terceiro apocalipse” do futebol italiano. O jornal também ressaltou um dado alarmante: pela primeira vez, jovens italianos atingirão a maioridade sem nunca terem presenciado sua seleção em campo em uma Copa do Mundo. A última participação da Itália em um mundial remonta a 2014.
Críticas ao Campo e à Arquibancada
O editorial da Gazzetta dello Sport não poupou críticas ao desempenho dos jogadores, com menção especial ao zagueiro Alessandro Bastoni, expulso ainda no primeiro tempo. A permanência do técnico Gennaro Gattuso também foi colocada em xeque. No entanto, as críticas mais severas foram direcionadas aos dirigentes do futebol italiano, com o presidente da Federação Italiana, Gabriele Gravina, no centro das cobranças. A imprensa aponta que a Itália já não figura mais entre as potências do futebol mundial.
Um “Desastre” Nacional e a “Maldição das Copas”
Outros veículos de comunicação também ecoaram o tom duro. O La Stampa classificou o momento como um “desastre”, enquanto o Corriere della Sera falou em “maldição das Copas”, defendendo a necessidade de uma reconstrução urgente. O jornal observou que a emoção em torno da não classificação mudou: “A raiva de oito anos atrás e o espanto de quatro anos atrás já não existem”. Em um tom irônico, o Corriere della Sera sugeriu que os italianos terão que se contentar em acompanhar outros esportes, como o tênis de Jannik Sinner ou a Fórmula 1, apesar de reconhecer que “não é a mesma coisa”.

