Paquistão Pede A Trump Mais Duas Semanas Para Acordo Com Irã E Evitar Guerra No Estreito De Ormuz

Paquistão Pede a Trump Mais Duas Semanas para Acordo com Irã e Evitar Guerra no Estreito de Ormuz

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Apelo Paquistanês por Diálogo

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, fez um apelo direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitando uma extensão de duas semanas no prazo para que o Irã feche um acordo crucial. O objetivo é evitar o fechamento do Estreito de Ormuz, um corredor marítimo por onde transita cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente. Sharif também pediu a reabertura da rota ao regime iraniano, buscando uma solução diplomática para a crescente tensão na região.

Ameaças e Contra-Ameaças Intensificam Crise

O pedido do Paquistão surge em meio a declarações alarmantes de Donald Trump. Na manhã desta terça-feira (7), o presidente americano utilizou as redes sociais para proferir graves ameaças contra o Irã, afirmando que “uma civilização inteira vai morrer esta noite”. Trump havia estabelecido a noite de hoje como um ultimato, após já ter adiado a data limite em 48 horas. Em resposta, o embaixador do Irã na ONU, Amir-Saeid Iravani, classificou as ameaças como “incitação a crimes de guerra e potencial genocídio”, assegurando que Teerã tomará “medidas recíprocas imediatas e proporcionais” caso os EUA iniciem ataques. As ameaças de Trump incluíram a possibilidade de destruir pontes, reduzir usinas de energia a escombros e “apagar o país do mapa”.

Proposta da ONU Rejeitada e Reações Populares

Durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, o Bahrein apresentou uma proposta para a reabertura do Estreito de Ormuz, incentivando países interessados a coordenarem esforços defensivos para garantir a segurança da navegação. No entanto, a proposta foi vetada pela China e pela Rússia, membros permanentes do Conselho. Enquanto a diplomacia se desenrola em meio a tensões, jovens iranianos começaram a formar correntes humanas em torno de usinas de energia e outros alvos potenciais dos EUA, como pontes, em um ato de resistência simbólica.

Preocupações Internas nos EUA e o Risco Nuclear

A escalada do conflito no Oriente Médio também gerou debates internos nos Estados Unidos. Representantes do Partido Democrata expressaram alarme, utilizando falas de Trump e do vice-presidente JD Vance para levantar a preocupação sobre o possível uso de armas nucleares na região. Essa postura tem alarmado não apenas a população americana, mas também a comunidade internacional, que observa com apreensão os desdobramentos da crise.

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