Nova Era Política na Hungria
Péter Magyar, o recém-eleito líder da Hungria, anunciou nesta segunda-feira (13) um plano ambicioso para reformar a Constituição do país, com o objetivo principal de restaurar os padrões democráticos e combater a corrupção endêmica. Em uma coletiva de imprensa após a vitória expressiva de seu partido, o Tisza, Magyar declarou que uma das primeiras ações de seu governo será a criação de um novo gabinete com a responsabilidade de supervisionar todo o setor governamental, visando erradicar a corrupção que, segundo ele, tem impedido a Hungria de receber cerca de oito trilhões de florins em fundos da União Europeia.
Combate à Corrupção e Recuperação de Fundos da UE
Magyar foi enfático ao afirmar que a corrupção em larga escala é a razão pela qual a Hungria se tornou um dos países mais pobres e corruptos da Europa, e que seu novo escritório terá a “enorme responsabilidade” de reverter essa situação. A vitória de seu partido, que conquistou dois terços do Parlamento, abre caminho para a liberação de bilhões em financiamento da UE, mas analistas ressaltam que a concretização dessas verbas dependerá da implementação efetiva das reformas prometidas.
Reforma Constitucional e Limitação de Mandatos
Entre as medidas urgentes anunciadas por Magyar está a alteração da Constituição para limitar o número de mandatos de um primeiro-ministro a dois. Essa mudança, segundo ele, se aplicaria diretamente ao atual primeiro-ministro, Viktor Orbán, impedindo seu retorno ao cargo. “Faremos tudo para restaurar o Estado de direito, a democracia plural e o sistema de freios e contrapesos”, declarou Magyar, criticando o longo período de Orbán no poder, marcado, segundo críticos, por estagnação econômica e isolamento internacional.
Transição de Poder e Novo Rumor Pró-Europeu
O líder do Tisza interpretou o resultado eleitoral como uma decisão clara do povo húngaro de “mudar o regime” e optar por um caminho pró-europeu, reafirmando o lugar da Hungria na Europa. Magyar solicitou ao presidente Tamas Sulyok, apoiado pelo partido de Orbán, que agilize a transição de poder e reiterou seu pedido de renúncia para o presidente. A expectativa é que um novo Parlamento seja convocado dentro de 30 dias após a eleição, marcando o início de uma nova fase política para a Hungria.

