Ator brasileiro é destaque na lista anual da revista americana, com elogios de Jeremy Strong e Robert De Niro.
O ator brasileiro Wagner Moura alcançou um novo patamar em sua carreira internacional ao ser incluído na prestigiada lista das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista TIME. A publicação destaca não apenas seu talento artístico, mas também sua postura engajada e sua forma única de atuar em um mundo cada vez mais digital.
Jeremy Strong exalta performance e impacto de Moura em Cannes
Jeremy Strong, colega de atuação e vencedor do Emmy pela série “Succession”, escreveu um tributo a Moura para a TIME, relembrando sua performance premiada em Cannes. “Havia muito uma lenda no Brasil, ele já está no palco mundial há algum tempo. Mas, neste último ano, Moura rompeu o teto do mundo”, declarou Strong, enfatizando a capacidade do ator de transcender a arte e tocar o coração da vida.
Arte como arma política: a visão de Moura e De Niro
A reportagem da TIME, assinada pela crítica de cinema Stephanie Zacharek, traça um paralelo entre a visão de Robert De Niro sobre o poder da arte contra o fascismo e a atuação de Wagner Moura. “Fascistas deveriam temer a arte”, disse De Niro, e a TIME aponta Moura como um exemplo vivo dessa afirmação. O texto menciona a vivência do ator sob o governo de Jair Bolsonaro e sua compreensão da necessidade de lutar diariamente pela democracia e liberdade. Obras como “O Agente Secreto”, a direção de “Marighella” e a peça “Um Inimigo do Povo” são citadas como demonstrações do uso da arte como ferramenta humanizadora e mobilizadora.
Um ‘antídoto analógico’ em um mundo digital
A revista TIME descreve Wagner Moura como um “antídoto analógico” em um mundo cada vez mais digital. A publicação ressalta seu charme discreto, senso de humor e um estilo que remete à “velha Hollywood”. Ao contrário de muitos contemporâneos, Moura se mantém afastado das redes sociais, prefere ouvir música em vinil e dirige um Fusca de 1959. Sua formação em jornalismo é apontada como um fator crucial para sua compreensão da intersecção entre arte e política, qualidades que, segundo a TIME, são desesperadamente necessárias no cenário atual.

