Júri ouve 20ª testemunha em caso Henry Borel O sétimo dia de julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o ex-vereador Jairinho, e Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, chegou ao fim neste domingo (29) após nove horas de sessão. A 20ª testemunha ouvida foi a pastora Miriam Santos Rabelo Costa, convocada pela defesa de Jairinho. Ela relatou um suposto acidente de carro envolvendo Henry e o pai da criança, Leniel Borel, dias antes da morte do menino. Suposto acidente e acusações de estelionato Miriam Santos, que reside nos Estados Unidos e prestou depoimento por videochamada, disse ter conversado com o motorista particular de Leniel Borel. Segundo o relato, o motorista precisou frear bruscamente para evitar uma colisão, e Henry, que estava no banco de trás, foi projetado para frente, batendo a cabeça e reclamando de dores. Além disso, a pastora acusou Leniel Borel de estelionato financeiro, alegando que ele teria pegado emprestado mais de 60 mil dólares e não devolvido. Depoimentos do dia e redução de testemunhas Ao longo do domingo, quatro testemunhas foram ouvidas. A primeira foi a babá de Henry, Thaynã de Oliveira Ferreira, que descreveu episódios suspeitos envolvendo Jairinho e relatos de que teria sido orientada a apagar mensagens após a morte do menino. O pai de Jairinho, Jairo Souza Santos, também depôs, tentando descredibilizar o testemunho de ex-namoradas do filho sobre supostas agressões. A atual mulher de Jairinho, Fernanda Abidur Figueiredo, negou que ele fosse agressivo e relatou ter agredido o ex-vereador em momentos de traição, sem que ele reagisse. Próximos passos do julgamento Inicialmente, 27 testemunhas seriam ouvidas, mas o número foi reduzido para 23 após dispensas de ambas as defesas. O júri será retomado nesta segunda-feira (30) às 10h, com o depoimento das últimas três testemunhas: o psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro, o médico Jeferson Evangelista Correia e o perito Leonardo Huber Tauil, responsável pelo laudo da necropsia de Henry. Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos, com múltiplas lesões internas. Jairinho e Monique respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo, fraude processual e falsidade ideológica, segundo a denúncia do Ministério Público, que aponta agressões dentro do apartamento onde a criança morava com a mãe e o então padrasto.