Taxa de Desocupação Cresce e Alcança 6,3 Milhões de Brasileiros O Brasil registrou um aumento na taxa de desocupação, que atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 6,3 milhões de brasileiros estavam em busca de emprego sem sucesso, o que representa um acréscimo de 471 mil pessoas em comparação com o trimestre anterior. Este cenário indica um desafio crescente no mercado de trabalho, com mais pessoas procurando oportunidades. Rendimento Médio em Patamar Recorde Contradiz Alta do Desemprego Em um contraponto notável, o rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro manteve-se em um patamar recorde. O valor alcançou R$ 3.732, o maior nível já registrado pela série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Este indicador sugere que, embora mais pessoas estejam buscando trabalho, aquelas que estão empregadas continuam a ter sua remuneração preservada ou até aumentada, em média. População Ocupada em Queda Trimestral, Mas Acima do Ano Anterior A população ocupada foi estimada em 102,3 milhões de pessoas, apresentando uma leve queda de 0,3% no trimestre, o que equivale a menos 338 mil trabalhadores. No entanto, o contingente de pessoas empregadas ainda se mantém superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com um crescimento anual de 1,1%. Essa dinâmica mostra uma resiliência na ocupação geral, apesar das flutuações trimestrais. Subutilização Estável e Redução da Informalidade São Destaques A taxa de subutilização da força de trabalho permaneceu estável em 13,8%, afetando 15,7 milhões de pessoas. O número de desalentados, que desistiram de procurar emprego, ficou em 2,6 milhões, sem variação significativa. Um ponto positivo foi a redução da informalidade, com a taxa caindo de 37,5% para 37,2%, o que representa 38,1 milhões de trabalhadores informais. A subocupação por insuficiência de horas também apresentou queda. O setor de "Outros serviços" foi o que mais perdeu vagas, com um recuo de 162 mil postos de trabalho no período, enquanto os demais segmentos mostraram estabilidade.