Expansão da Guerra às Drogas na América Latina A Guatemala concordou em realizar operações militares conjuntas com os Estados Unidos em seu território, incluindo ataques aéreos, contra organizações narcotraficantes. A decisão, divulgada pelo jornal The New York Times, representa uma ampliação significativa da estratégia de combate ao narcotráfico do governo Donald Trump na região. O presidente guatemalteco, Bernardo Arévalo, formalizou o acordo após uma conversa com o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, na semana passada. O governo da Guatemala enviou uma carta ao Pentágono solicitando apoio específico em operações contra grupos de tráfico de drogas. Modelo Equador e Pressão sobre o México A Guatemala se torna o segundo país da América Latina a permitir ações militares conjuntas com os EUA em seu solo, seguindo o modelo estabelecido com o Equador no início deste ano. No acordo equatoriano, forças americanas oferecem aconselhamento e apoio em operações contra cartéis que transformaram o país em um dos mais violentos da região. Fontes indicam que os Estados Unidos buscam expandir essa colaboração, com negociações em andamento com Honduras e o objetivo final de pressionar o México a aceitar acordos semelhantes, diante da resistência atual do governo de Claudia Sheinbaum. Coalizão Anticartel e Mobilização Militar Esta iniciativa faz parte de um esforço mais amplo da administração Trump para engajar países latino-americanos em operações conjuntas em seus territórios. A Coalizão Anticartel das Américas, criada no início do ano, já conta com a participação de quase 20 países e visa combater cartéis e o crime organizado no Hemisfério Ocidental. O presidente americano tem prometido erradicar os cartéis criminosos e mobilizou recursos militares na região em uma escala sem precedentes, designando diversas facções latino-americanas como organizações terroristas estrangeiras. Críticas e Operações Navais Desde setembro do ano passado, os EUA também têm realizado operações militares contra embarcações no Caribe e no leste do Oceano Pacífico. No entanto, até o momento, não foram apresentadas evidências concretas de que os alvos navais estivessem envolvidos no tráfico de drogas. As ações americanas já receberam críticas das Nações Unidas, que classificaram algumas das operações como "execuções extrajudiciais".