Depoimento Chave no Sexto Dia de Julgamento O engenheiro mecânico Bryan Medeiros da Costa e Silva, irmão de Monique Medeiros, foi a primeira testemunha ouvida no sexto dia do julgamento de Monique e de Jairo Souza Santos Júnior, o ex-vereador Jairinho, ambos réus pela morte do menino Henry Borel em 2021. Em seu depoimento, Bryan detalhou a reação de Monique ao saber da morte do filho, afirmando que ela ficou "fora de si" e chegou a expressar o desejo de "tirar a própria vida" para "ficar perto de Henry". Defesa de Jairinho Questiona Laudos e Tenta Incriminar Leniel Borel Durante o interrogatório, a defesa de Jairinho buscou levantar dúvidas sobre a integridade dos laudos do Instituto Médico Legal, sugerindo que Leniel Borel, pai da criança, poderia ter manipulado os peritos. Essa linha de argumentação faz parte da tese sustentada pela defesa de Jairinho desde o início do processo. O depoimento de Bryan, que se estendeu por sete horas, também incluiu o questionamento sobre a parcialidade de Bryan em relação ao inquérito policial, que indiciou tanto Jairinho quanto Monique. Bryan Medeiros Reforça Tese de Agressões e Defende Monique Bryan Medeiros corroborou a tese de que Jairinho foi o autor das agressões que levaram à morte de Henry. Ele argumentou que as mensagens interceptadas de Thaynara, babá da criança, demonstram as agressões sofridas por Monique e Henry. O irmão de Monique defendeu que ela não tinha plena consciência da gravidade da situação, pois não fazia acompanhamento psicológico e não teria condições de identificar a toxicidade do relacionamento. A defesa de Jairinho, por sua vez, apontou a ausência de registros de agressões em delegacias. Promotoria Aponta Conivência de Monique e Babá Thayná em Destaque O promotor Fábio Vieira reforçou a linha de acusação contra Monique, sugerindo que ela fingiu desconhecer a situação e entregou o filho como "oferenda". O promotor relembrou que Monique minimizou os relatos de Henry sobre "abraços apertados" de Jairinho, atribuindo-os a sonhos. A babá Thayná, que deveria depor em seguida, manifestou a intenção de se retratar, alegando ter mentido em depoimentos anteriores por medo. Thayná apresentou versões conflitantes sobre os fatos, incluindo a recepção de dinheiro para se manter em silêncio e o conhecimento de agressões mais graves do que as inicialmente relatadas. O julgamento segue com a oitiva de outras testemunhas, com o foco principal na reconstrução dos últimos momentos de vida de Henry Borel e na determinação das responsabilidades.