Depoimento Revelador do Pai O vereador Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, apresentou em depoimento uma nova e angustiante perspectiva sobre as últimas horas de vida do filho. Segundo ele, Henry demonstrou relutância em permanecer na residência da mãe, Monique Medeiros, poucas horas antes de ser assassinado. O pai relatou que o menino chegou a expressar que Monique "não era boa", indicando um sentimento de apreensão. Promessa de Mudança e Nervosismo Crescente Apesar da hesitação inicial, Henry Borel teria concordado em ficar com a mãe após ela prometer que buscariam um novo lar para morar juntos. A mudança de planos ocorreu após o garoto passar o fim de semana com o pai. No entanto, o clima de apreensão parece ter persistido. Leniel Borel mencionou que, a caminho da casa da mãe, o filho apresentava sinais de nervosismo e chegou a sentir ânsia de vômito, comportamentos incomuns para o menino. Sinais de Alerta Ignorados? O pai de Henry também destacou que o filho apresentava marcas e sinais pelo corpo, mas não conseguia explicar a origem delas. Essa informação levanta questionamentos sobre a percepção e a comunicação dos fatos nas horas que antecederam a tragédia. Monique Medeiros e o então companheiro dela, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Doutor Jairinho, estão presos desde abril de 2021, acusados pela morte do menino. O caso segue em julgamento, com expectativa de veredicto para os próximos dias. Circunstâncias da Morte e Julgamento em Andamento Henry Borel foi encontrado em parada respiratória e não resistiu, morrendo em 8 de março de 2021. O depoimento do pai adiciona mais uma camada de complexidade ao caso, sugerindo que o menino pode ter pressentido o perigo. A mãe teria pressionado Leniel para que levasse o filho para sua casa antes do horário combinado, uma solicitação que, à luz dos acontecimentos posteriores, ganha um peso sombrio. O julgamento, que já está em seu sétimo dia, busca esclarecer todas as circunstâncias que levaram à morte da criança.