Críticas à Decisão do STF A suspensão da aplicação da Lei da Dosimetria, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), gerou forte reação de pré-candidatos à Presidência da República pela direita. A medida, que impede a aplicação da lei até que o mérito das ações que questionam sua constitucionalidade seja analisado pela Corte, foi classificada como um ataque à democracia e à separação dos Poderes por figuras como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Flávio Bolsonaro Acusa "Canetada Burocrática" Em entrevista coletiva em Santa Catarina, Flávio Bolsonaro criticou a decisão de Moraes, chamando-a de "canetada burocrática" contra uma deliberação do Congresso Nacional. "Parece, mais uma vez, um jogo combinado; mais uma vez é a democracia que fica abalada", declarou o senador, enfatizando que a lei foi aprovada pela maioria dos representantes eleitos. Ele expressou preocupação com a instabilidade democrática causada por decisões monocráticas que, segundo ele, "revogam a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo". Zema e Caiado Miram o STF Romeu Zema, que tem se destacado nas redes sociais com críticas ao Judiciário, afirmou que Alexandre de Moraes "se considera intocável" e "atropela o Congresso". Zema acusou o ministro de desrespeitar representantes eleitos e ampliar o sofrimento de presos. Ronaldo Caiado, por sua vez, emitiu nota classificando a suspensão como "um ataque à democracia e à separação dos Poderes" e uma "decisão deplorável" na qual o ministro "ultrapassa os limites da relação institucional". Caiado lamentou o que chamou de "queda de braço do Supremo com o Congresso" e o "faz e desfaz" que, segundo ele, é inaceitável em uma democracia madura. Posicionamentos Divergentes e Contexto Político A decisão de Moraes ocorreu no âmbito de uma execução penal relacionada aos atos de 8 de janeiro, e não diretamente nas ações que questionam a lei. O ministro recomendou a suspensão "por segurança jurídica" após a apresentação de ações pela ABI e pela federação Psol/Rede. Enquanto a direita critica a medida, parlamentares da base do governo Lula, como Gleisi Hoffmann (PT/PR), celebraram a decisão, vendo-a como um impedimento ao "acordão para beneficiar Jair Bolsonaro e seus cúmplices". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou a lei inicialmente, não comentou a decisão do STF.