Delegação congolesa cumpre exigências sanitárias para participar do torneio nos EUA, Canadá e México. A República Democrática do Congo (RDC) recebeu o aval da Fifa para que sua seleção participe da Copa do Mundo. A federação nacional de futebol do país confirmou que a delegação atende a todos os protocolos sanitários exigidos pelos Estados Unidos, coanfitriões do torneio, em relação ao surto de Ebola que afeta a RDC. A notícia traz alívio para a equipe congolesa, que se prepara para sua primeira participação em Copas do Mundo em 52 anos. Um dirigente da seleção já havia declarado no sábado (23) que a preparação seguiria normalmente, mesmo com a exigência norte-americana de um período de isolamento de 21 dias para indivíduos vindos de áreas afetadas pelo vírus. Medidas rigorosas para garantir a segurança sanitária Diante do alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre um risco "muito alto" de disseminação da cepa Bundibugyo do Ebola na RDC, com mais de mil casos suspeitos e 246 mortes registradas, as autoridades congolesas e a Federação de Futebol do Congo (FECOFA) atuaram rapidamente. Em conversas com a Fifa, foi acordado que a delegação cumpriria todas as diretrizes de saúde e segurança. Isso incluiu o cancelamento de um período de treinamentos em Kinshasa e a transferência da preparação para o exterior. A embaixadora da RDC nos Estados Unidos, Yvette Kapinga Ngandu, elogiou a agilidade e responsabilidade da FECOFA e da Fifa na tomada dessa decisão. "Parabenizo a FECOFA e a Fifa por agirem de forma rápida e decisiva para tomar essa decisão responsável e razoável", declarou em comunicado. Jogadores na Europa e comissão em conformidade A maior parte dos jogadores da seleção congolesa atua na Europa, o que minimiza o risco de exposição direta ao vírus. Já os membros da comissão técnica que deixaram Kinshasa no início do mês completarão os 21 dias de observação na Europa antes de viajarem para os Estados Unidos, garantindo a conformidade com as normas sanitárias. O ministro dos Esportes, Didier Budimbu, assegurou que o governo fez o possível para que a equipe chegue preparada e protegida. Preocupações com torcedores e base em Houston Além das questões sanitárias da equipe, o governo congolês também manifestou preocupação com torcedores que adquiriram ingressos para a Copa, mas enfrentam dificuldades para obter vistos norte-americanos devido a restrições administrativas. Conversas com a Fifa estão em andamento para discutir possíveis soluções, como reembolsos. A seleção congolesa terá como base a cidade de Houston durante o torneio, com estreia marcada contra Portugal em 17 de junho.