Reconhecimento Internacional O Roxy Dinner Show, que abriu as portas em Copacabana no ano passado, está colecionando honrarias internacionais. Recentemente, o estabelecimento foi incluído no Travellers’ Choice Awards 2026, do Tripadvisor, ficando entre os 10% das melhores atividades do mundo. Essa conquista se soma a outra de peso: em março de 2025, o Roxy foi destacado pela revista Time como um dos lugares mais imperdíveis para se visitar globalmente. Desafios e Estratégia de Público Apesar dos prestígios, Alexandre Accioly, responsável pelo espaço, revela que a casa ainda opera com uma ocupação inferior a 50%. Em conversa com a coluna GENTE, Accioly ressaltou o impacto das premiações como um reconhecimento do esforço da equipe. "Isso é importante para o Roxy, até porque no dia 23 a gente completa 400 apresentações", comentou, destacando que cerca de 105 mil dos 120 mil frequentadores até agora são turistas, com apenas 10% sendo cariocas. Accioly explicou que o Roxy foi idealizado com foco no turista, apostando na vocação do Rio de Janeiro para o setor. "A gente fez uma casa para o turista, ou seja, apostando na força do Rio de Janeiro, que nunca teve uma posição tão forte", afirmou. Ele mencionou o expressivo número de turistas que visitaram o Rio no último ano, ultrapassando 2 milhões de estrangeiros e cerca de 12 milhões de brasileiros de outras cidades, e lamentou que ainda poucas pessoas conheçam o Roxy. Investimento em Atualização e Custos Elevados O formato de dinner show exige constante aprimoramento, e o Roxy tem investido significativamente. Recentemente, foi criado um novo quadro, o de Minas Gerais, que exigiu um investimento de R$ 800 mil para apenas cinco minutos de apresentação. Accioly destacou que a principal preocupação não é a qualidade, que ele acredita que só melhora, mas sim a conexão com o público. "A única coisa que me tira o sono é me conectar com o público", confessou. Ele apontou a estrutura de custos do Roxy como "absurdamente alta", comparando o cachê pago a cada três meses ao de um artista como Paul McCartney. "O que me tira o sono é chegar no turista brasileiro, no turista estrangeiro, para que ele saiba que o Rio de Janeiro tem o Roxy." Atualmente, a ocupação gira em torno de 45%, um avanço em relação aos 35% de alguns meses atrás, mas ainda distante do potencial, considerando a capacidade de 700 pessoas e o ticket médio de R$ 600, que abrange a experiência completa com múltiplas entradas, pratos e sobremesas.